São Tomé. Apenas Carlos Vila Nova assina pacto de não agressão da Comissão Eleitoral

São Tomé. Apenas Carlos Vila Nova assina pacto de não agressão da Comissão Eleitoral



“O pacto que hoje assinamos, não é um mero documento formal. É um compromisso solene que cada um de nós assume perante a nação de que independentemente dos resultados eleitorais, jamais permitiremos que as nossas diferenças políticas se degenerem em conflitos que coloquem em causa a paz social e a unidade do nosso povo”, disse o presidente da CEN, Jeudiger Nascimento.


Segundo o presidente da CEN todos os quatro candidatos foram convidados e haviam aceitado assinar o documento, mas nas últimas horas informaram que já não o fariam, tendo alguns justificado que a assinatura era uma formalidade cujas responsabilidades estão definidas na Lei 5/2014, nomeadamente o Código de Conduta e Ética Eleitoral.


Jeudiger Nascimento disse compreender e não fazer juízo de valor sobre a posição de candidatos, mas sublinhou que a assinatura do pacto tem o valor simbólico perante os eleitores e a sociedade no sentido de se evitar excessos, sobretudo durante a campanha eleitoral que começa à meia-noite de sábado.


“É um compromisso de que as divergências entre os candidatos serão travadas no campo das ideias e dos programas, nunca no campo da agressão verbal, da difamação ou, pior ainda, da violência física”, sublinhou o presidente da CEN.


Jeudiger Nascimento exortou todos os candidatos, partidos e os seus apoiantes, “a conterem os seus ânimos, rejeitarem as provocações”, evitarem difamações e combaterem a desinformação.


O atual Presidente, Carlos Vila Nova, comprometeu-se em tudo fazer para que a campanha eleitoral decorra em torno da mensagem, ideias e debates, defendendo que para consolidar a democracia do país “não é preciso apelar à violência”, nem que se faça a exaltação de ânimos e se baixe ao nível de confronto.


“A minha candidatura fará tudo o que está ao seu alcance, por isso estou aqui. Vamos divergir em ideias com os outros candidatos, mas sempre com muita elevação e com apelo à paz e com união que tem sido o nosso lema”, disse Carlos Vila.


O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D`Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.


Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.


 



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