Santos, com Neymar, vence e fiéis hostilizam criança

O Santos vinha de uma feia derrota contra o Palmeiras, por 3 x 0, que lhe deixou à borda da eliminação da Copa do Brasil. Seus torcedores possivelmente aceitariam uma proposta de empate antes de o jogo começar. Teriam feito uma opção errada. O time jogou bem e conseguiu uma vitória importante contra o Corinthians, em Itaquera. Uma vitória importante na luta contra o rebaixamento, principalmente porque outros rivais na mesma situação conseguiram vitórias também: o São Paulo, de pois de quatro meses de jejum, passou pelo Bragantino, por 2 x 1, o Vasco superou o Cruzeiro por 3 x 1 e o Grêmio venceu a Chapecoense, de virada, por 3 x 1. O Mirassol empatou com o Palmeirasm
De um clássico para outro, a grande diferença do Santos foi a presença de Neymar, que havia sido poupado contra o Palmeiras. Ele fez uma ótima partida, dominando o meio-campo, com bons passes e participação nas jogadas. Cobrou com maestria uma falta. A bola bateu no travessão e voltou para Oliva, que havia substituído Gustavo Henrique, fazer no rebote.
Outra vantagem do Santos foi a disposição tática, com cinco jogadores no meio-campo – Arão, Gustavo Henrique, Barreal, Gabriel Bontempo e Neymar, com Gabigol no ataque, contra apenas três do Corinthians – Allan, Raniele e Garro – com os pontas Dieguinho e Kaioc Cesar, inúteis e Memphis, sem aparecer no jogo. Depois, entraram Gui Negão, Pedro Raul e Matheus Pereira, mas o Santos se segurou e ainda teve um contra-ataque com o bom Davizinho, que substituiu Alvaro Barreal. Foi a terceira derrota seguida do Corinthians.
Neymar desmentiu, uma vez mais que houvesse se negado a jogar no campo do Palmeiras, por causa do “gramado sintético”. Disse que estava ponto para jogar e que havia conseguido uma chuteira de trave menor. “Gosto de jogo grande, minha carreira sempre foi assim, sou o terceiro ou quarto maior artilheiro do clube em finais de campeonato.
O final do jogo foi marcado pela imbecilidade de alguns torcedores. Neymar deu sua camisa para um garoto corintiano, que levou uma faixa no estádio, dizendo que o amava, apesar de ser corintiano. A família do garoto precisou de escolta policial para deixar o estádio.
