Quanto custa viver dignamente no Brasil? Estudo calcula salários necessários por região
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- Estudo do Cebrap em parceria com o Anker Research Institute calculou salários dignos para 79 macrorregiões brasileiras, todos acima do salário mínimo de R$ 1.621.
- Em São Paulo, família de quatro pessoas precisaria de R$ 6.155 mensais, enquanto adulto em tempo integral necessitaria R$ 4.022.
- Fortaleza tem o menor valor mediano (R$ 2.773); o Sul de Roraima registra o menor salário digno (R$ 1.904) e Porto Alegre o maior (R$ 4.763).
- A metodologia incluiu custos de alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, cultura, comunicação e reserva para imprevistos, para subsidiar políticas públicas e analisar desigualdades regionais.
Um novo estudo sobre salário digno no Brasil aponta que o valor necessário para garantir uma vida mínima de qualidade varia significativamente entre regiões. Em São Paulo, uma família de quatro pessoas precisaria de uma renda líquida mensal de R$ 6.155, enquanto um adulto em tempo integral precisaria receber R$ 4.022. Em Fortaleza, na mediana do custo de vida, o salário necessário cai para R$ 2.773.
O projeto, conduzido pelo Cebrap em parceria com o Anker Research Institute, utilizou metodologia que considera alimentação adequada, moradia, transporte, saúde, educação, cultura e comunicação, além de uma margem de poupança para imprevistos. O conceito vai além do salário mínimo, oferecendo indicadores regionais e setoriais para orientar políticas públicas e valorização do trabalho.
As estimativas cobrem 79 macrorregiões brasileiras, mostrando que o menor salário digno calculado foi no Sul de Roraima (R$ 1.904), enquanto o maior foi em Porto Alegre (R$ 4.763). Todas as regiões analisadas apresentam salários dignos superiores ao salário mínimo de R$ 1.621, evidenciando o gap entre legislação e custo real de vida.
Segundo os pesquisadores, a análise permite avaliar participação das mulheres no mercado de trabalho, desigualdades salariais entre estados e condições de vida urbana. O estudo também faz referência histórica aos trabalhos de Josué de Castro, atualizados para abranger itens além da alimentação.
Em breve, o projeto lançará um painel interativo detalhando salários dignos por região, permitindo comparações com a linha de pobreza do Banco Mundial e os salários médios do setor formal, oferecendo ferramentas para debates econômicos e políticas públicas mais realistas.
