Produtos da Apple vão ficar mais caros com popularização da IA, confirma empresa

Produtos da Apple vão ficar mais caros com popularização da IA, confirma empresa


Os produtos da Apple vão ficar mais caros, declarou o CEO da empresa, Tim Cook, em matéria publicada nesta quarta-feira, 17, pelo Wall Street Journal. O preço será atualizado por conta da elevação do custo dos chips de memória devido à popularização da inteligência artificial.

O aumento é “inevitável”, explica Cook. A gigante americana da tecnologia tentou “proteger” os clientes, mas “a situação se tornou insustentável”, declarou, mas sem especificar o momento da atualização, o percentual de aumento ou quais dispositivos seriam afetados.

No entanto, a expectativa é de que o próximo grande lançamento da Apple, que deve acontecer em setembro e pode incluir um modelo dobrável, já seja afetado pela medida.

A entrevista cita uma estimativa de aumento feita pela TechInsights, empresa de pesquisa e análise de mercado da indústria de semicondutores e microeletrônicos.

Para preservar a margem da companhia, que se aproxima de 50%, a Apple precisaria aumentar o preço do próximo iPhone Pro em cerca de US$ 270.

“Há menos oferta justamente quando os consumidores querem os aparelhos, e os fabricantes de memória estão repassando os enormes aumentos de preços”, declarou. Cook.

No final de abril, durante a apresentação dos resultados trimestrais da Apple, o executivo evitou comentar sobre um possível ajuste de preços. À época, ele disse que seriam analisadas “diferentes opções”.

No mesmo dia, a diretora financeira da Microsoft, Amy Hood, previu um impacto de US$ 25 bilhões devido ao aumento dos preços dos componentes.

A construção acelerada de data centers elevou o preço dos chips de memória RAM (DRAM) e NAND flash, dois componentes de servidores usados ​​para desenvolver modelos de IA generativa.

Presentes em quase todos os dispositivos eletrônicos, os componentes têm apresentado aumentos trimestrais entre 50% e mais de 90% desde o final de 2025, segundo as consultorias especializadas TrendForce e Counterpoint Research, que não preveem mudanças nessa tendência antes de 2027. /AFP



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