Polícia apura se suposto excesso de peso pode ter contribuído com acidente aéreo em BH

Polícia apura se suposto excesso de peso pode ter contribuído com acidente aéreo em BH


ARTUR BÚRIGO
FOLHAPRESS

A Polícia Civil de Minas Gerais apura se um suposto excesso de peso na aeronave que colidiu com um prédio em Belo Horizonte, na última segunda-feira (4), pode ter contribuído para a dificuldade relatada pela piloto logo após a decolagem.

Essa é uma das linhas de investigação adotadas pela polícia, com apoio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), sobre o acidente aéreo que deixou três mortos e dois feridos na capital mineira.

A corporação estadual afirma que conduz depoimentos de testemunhas, exames periciais e análise de imagens para subsidiar o inquérito policial, que tem prazo inicial de término em 30 dias, mas pode ser prorrogado.

O Cenipa diz que a investigação será concluída no menor prazo possível, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificar o que pode ter contribuído com o acidente.

O piloto Wellinton Oliveira, 34, uma das vítimas, declarou emergência grave, usando a expressão aeronáutica mayday, antes da colisão da aeronave. Em razão de dificuldades em manter a subida, o avião perdeu potência pouco tempo depois da decolagem.

A delegada Andrea Pochman, que conduz as investigações, afirmou que há indícios de problemas já na decolagem. “As informações que temos de uma testemunha é de que, no próprio aeroporto da Pampulha, a decolagem já não foi correta, que já estava perdendo altitude”, disse a delegada, ainda na última segunda.

O avião é de matrícula PT-EYT e tem situação normal de aeronavegação, segundo o RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). A aeronave é do modelo NEIVA EMB-721C, foi fabricada em 1979 e está em situação legalizada.

O operador atual do avião é a empresa Inet Telecomunicações, de Teófilo Otoni (MG), que ingressou com processo de transferência de propriedade da aeronave para a companhia em março deste ano, conforme a Anac.

A aeronave deixou Teófilo Otoni na manhã da última segunda (4) e pousou no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, onde duas passageiras desembarcaram e um homem embarcou, com destino a São Paulo.

O local da queda é 3,9 quilômetros distante da cabeceira 31, a mais próxima da avenida Cristiano Machado.

Além do piloto, também morreram Fernando Moreira Souto, 36, e Leonardo Berganholi Martins, 50. Os outros dois feridos são Arthur Schaper Berganholi, 25, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53. Eles seguem internados no Hospital João 23, referência no atendimento a traumas em Belo Horizonte.



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