PL escolhe Carlos Portinho como pré-candidato ao Senado no Rio

O Partido Liberal (PL) definiu o senador Carlos Portinho como pré-candidato da legenda ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições deste ano. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou nesta terça-feira (14) a escolha de Portinho após uma disputa interna que também envolveu os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
A decisão encerra a indefinição no partido após a saída do ex-governador Cláudio Castro (PL) da corrida ao Senado. Portinho, que já ocupa uma cadeira na Casa, ganhou força dentro da legenda por sua experiência no Congresso e pela articulação com prefeitos e lideranças municipais do estado.
Em publicação nas redes sociais, Flávio confirmou a escolha e afirmou que Portinho representa “um nome preparado” para defender as pautas da direita. O senador também agradeceu aos demais nomes que participaram da disputa interna.
Flávio fez o anúncio ao lado de Portinho e do deputado estadual, Douglas Ruas, pré-candidado do PL ao governo do estado.
“O nome de Portinho, confirmado hoje, foi definido em comum acordo com o presidente Jair Bolsonaro antes da decisão de Alexandre de Moraes que me impediu de manter contato com o nosso capitão. Nossa luta é pelo Brasil e pelo Rio de Janeiro. Vem com fé, porque o Brasil tem futuro”, escreveu Flávio no X.
Carlos Portinho assumiu uma cadeira no Senado em 2020, após a morte do senador Arolde de Oliveira, e posteriormente passou a ocupar espaço de liderança dentro do PL.
A escolha reforça a estratégia do PL de apresentar ao eleitor fluminense um nome com experiência institucional para a disputa ao Senado, enquanto Flávio organiza sua própria candidatura ao Palácio do Planalto.
Pendências
A definição de Portinho resolve uma parte da composição da chapa, mas ainda deixa pendente a escolha do segundo nome do partido para o Senado no Rio.
O PL ainda avalia o futuro eleitoral do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que também estava no radar do partido para uma das vagas ao Senado.
Canella passou a enfrentar incertezas políticas após ser preso pela Polícia Federal (PF) durante a sexta fase da Operação Unha e Carne.
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis. Durante a operação, os agentes encontraram um fuzil no veículo do ex-prefeito.
O União Brasil ainda não definiu um substituto para a disputa. O Progressistas (PP), que integra uma federação partidária com o União Brasil, tem nomes considerados competitivos, mas avalia preservar seus principais quadros para a disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados.
Entre os nomes cotados estão o vereador Leniel Borel e o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi.
