PGR investiga suspeita de interferência em relatório sobre Moraes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira, 4, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que vai abrir apuração para verificar se houve interferência externa na elaboração de um relatório policial relacionado ao Banco Master.
O documento, encomendado pelo ministro André Mendonça, indicava uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ofício
Em ofício enviado a Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, cobrou explicações da Polícia Federal sobre as condições em que o material foi produzido.
“Notifique-se a autoridade policial para esclarecer as circunstâncias em torno da confecção da IPJ-A n. 3298613/2026, notadamente quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”, registrou o chefe do Ministério Público Federal.
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Teor de mensagens
O relatório expôs o teor de mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas a Moraes. Em um dos diálogos, o empresário aparentava consultar o integrante da Corte sobre uma eventual saída do país, poucos dias antes de ser detido em operação da PF. Mendonça, relator do processo do Banco Master, retirou o sigilo dos autos na última terça-feira, 1º.
A divulgação do relatório provocou um forte desgaste interno no Supremo. Na quinta-feira, 3, Moraes acionou a presidência do tribunal pedindo que Fachin adote providências contra o que classificou como atitudes ilícitas de Mendonça na condução dos inquéritos sobre fraudes na instituição financeira e irregularidades no INSS.
