PDT oficializa apoio unânime à reeleição de Lula e evoca Brizola para combater a extrema direita

PDT oficializa apoio unânime à reeleição de Lula e evoca Brizola para combater a extrema direita


00:00


Modo claro


Modo escuro

A+
A-

  • PDT aprovou por unanimidade, em convenção nacional em Brasília na segunda‑feira (20), apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para 2026, com o presidente presente.
  • A decisão posiciona o PDT como o primeiro partido nacional a formalizar a aliança com Lula nas eleições de 2026.
  • Foi eleito novo Diretório Nacional, com Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola e pré‑candidata ao governo do Rio Grande do Sul, nomeada vice‑presidente da executiva partidária.
  • O partido justificou o apoio como coerência histórica e defesa da democracia, lembrando o apoio de Leonel Brizola a Lula em 1989 e sua vice‑candidatura em 1998.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou nesta segunda-feira (20) o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Convenção Nacional Partidária e Eleitoral, realizada na sede da legenda em Brasília. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Diretório Nacional, com Lula presente no auditório, e posiciona o PDT como a primeira legenda nacional a formalizar a aliança para as eleições de 2026, segundo o presidente do partido, Carlos Lupi.

PDT oficializa apoio unânime a Lula

O Diretório Nacional do PDT aprovou, por unanimidade, o apoio à reeleição de Lula em convenção realizada na sede nacional do partido, em Brasília. O auditório estava lotado de lideranças e militantes de todo o país, e o próprio presidente da República participou do evento, conferindo peso político imediato ao ato. Carlos Lupi, presidente nacional da legenda, declarou que o PDT é o primeiro partido nacional a oficializar o apoio a Lula para 2026.

Na mesma ocasião, os participantes elegeram, também por unanimidade, os integrantes do novo Diretório Nacional. O destaque foi a condução de Juliana Brizola à vice-presidência da executiva partidária, escolha que carrega simbolismo evidente: neta do fundador Leonel Brizola, ela é pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul e representa a continuidade de uma linhagem política que o partido fez questão de invocar durante todo o evento.

As razões do apoio: democracia e coerência histórica

Para as lideranças do PDT, a aliança com Lula não é uma virada de chave oportunista, mas um reencontro com a própria trajetória da legenda. Lupi foi direto ao ponto: “Não é cargo, espaço em ministério ou qualquer benesse de poder que nos faz estar aqui. É a história da luta do povo brasileiro, é a história da coerência do PDT.” O dirigente citou os precedentes históricos que sustentam a decisão: em 1989, Leonel Brizola apoiou Lula no segundo turno; em 1998, foi seu vice de chapa. Para Lupi, a convenção representa um reencontro do partido com essa trajetória.

“Hoje o PDT toma a decisão política de apoiar a reeleição do presidente Lula. Isso não significa abrir mão de seus projetos e de uma bandeira para o Brasil. Hoje não se trata de projetos de partido, mas de um projeto muito maior, um projeto de Brasil. Não estamos apenas apoiando a continuidade do presidente da República; estamos reafirmando uma palavra simples: democracia.”

A fala é do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que definiu a decisão como “política e estratégica”. Ao longo da convenção, dirigentes reafirmaram as bandeiras históricas da legenda: soberania nacional, educação pública, valorização do trabalho, direitos das mulheres, respeito à diversidade e proteção das populações mais vulneráveis. O enquadramento escolhido pelo partido foi claro: a defesa da democracia está acima dos interesses específicos de qualquer sigla, e o avanço da extrema direita torna essa prioridade inegociável.

Lula agradece e projeta campanha

Lula participou da convenção e agradeceu o apoio diante das lideranças pedetistas. Em seu discurso, o presidente adiantou os eixos que pretende colocar no centro da campanha de reeleição: a defesa da soberania nacional e do regime democrático. Relacionou o avanço da extrema-direita ao desmonte de políticas públicas, ao negacionismo e ao que descreveu como tentativas de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros.

O presidente também destacou a educação como pilar de um país soberano e fez uma referência direta ao legado de Brizola, evocando os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) como modelo de escola em tempo integral. O aceno não foi casual: ao incorporar a memória brizolista à sua própria narrativa de campanha, Lula sinalizou que pretende construir uma identidade comum com o trabalhismo, e não apenas uma aliança eleitoral de conveniência. Lupi informou ainda que o trabalho apresentado pelo ex-governador Roberto Requião servirá de referência para o documento político que o PDT encaminhará formalmente ao presidente.

O PDT e o cenário eleitoral de 2026

A decisão do PDT ganha relevo quando se observa o histórico recente da legenda. Nas eleições de 2018 e de 2022, o partido lançou o ex-governador Ciro Gomes como candidato ao Palácio do Planalto, posicionando-se como alternativa tanto ao PT quanto à direita. Esse ciclo se encerrou: Ciro migrou para o PSDB e disputará o governo do Ceará em aliança com o PL, partido do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. A ruptura de Ciro com o PDT, portanto, não apenas abriu caminho para a aproximação com Lula como tornou a aliança politicamente mais coerente do ponto de vista interno.

Nos próximos dias, outras siglas devem seguir o mesmo caminho. PV e PCdoB, que integram federação com o PT, devem lançar o nome de Lula em 2 de agosto. O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, também compõe a chapa. A Federação PSOL-Rede igualmente apoiará a candidatura.




Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *