Oposição teme menos passageiros nos SMTUC – Notícias de Coimbra
A oposição absteve-se segunda-feira na redução da oferta dos Transportes Urbanos de Coimbra nas férias escolares e fins de semana, acreditando que a perda registada de passageiros em 2025 possa aumentar neste ano.
“Os 6,1% de perda de passageiros em 2025 vão aumentar significativamente em 2026”, afirmou Ana Bastos, vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/MPT/Volt), que assumiu a pasta dos transportes no anterior mandato.
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A proposta de redução da oferta dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) foi aprovada com a abstenção dos cinco vereadores da coligação liderada pelo PSD e votos favoráveis da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) e da ex-vereadora do Chega.
A proposta é fundamentada com a falta de motoristas, situação que obrigou também o anterior executivo a fazer uma redução de oferta em 2025.
Ana Bastos notou que os SMTUC estão numa lógica “de espiral negativa”, com falta de capacidade operacional, em que se corta no serviço e, consequentemente, a sua rede perde atratividade e diminui-se a procura, agravando-se os problemas financeiros da entidade.
“Os SMTUC não têm atualmente capacidade de resposta aos níveis de procura atual, estando cada vez mais em causa a resposta à função social dos transportes”, lamentou.
A vereadora criticou o facto de a proposta de redução de oferta não ser acompanhada de fundamentação técnica suficiente, nomeadamente dados de procura, impactos reais em cada linha e quantos utentes serão afetados com a medida.
“Como é possível deliberar sobre cortes de horários e redução de oferta sem conhecer quem será afetado e qual o impacto territorial e social dessas decisões?”, questionou.
Durante a reunião do executivo de hoje, a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, notou que há um desequilíbrio entre os custos de operação e o serviço prestado pelos SMTUC, caracterizando aquele serviço como tendo “problemas gravíssimos de sustentabilidade financeira”, milhares de horas de férias e de folgas por gozar, “com falta de trabalhadores e com falta de autocarros”.
A presidente da Câmara considerou que era necessário reorganizar rotas “para não estar a vender ilusões” e dizer que se tem capacidade para uma oferta que não existe.
“Os SMTUC têm uma capacidade limitada de resposta”, notou, recordando também um processo de compra de 12 autocarros elétricos vindos da Turquia, que estão parados, e com demora na resolução dessas viaturas que deverão ser substituídas.
A ex-vereadora do Chega, Maria Lencastre, disse que ia abster-se, mas decidiu votar a favor, apesar de se afirmar “escandalizada” quando há “pessoas com filhos nos infantários e que precisam dos autocarros para vir trabalhar e deixar os seus filhos nos infantários”, seja em período de férias escolares ou fora dele.
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