O que está por trás da mudança no mapa-múndi aprovada pela ONU que torna a África maior?

O que está por trás da mudança no mapa-múndi aprovada pela ONU que torna a África maior?


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A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta, 4, uma resolução para ajustar a representação do mundo nos mapas. A decisão segue a proposta liderada pelo Togo em busca de uma representação cartográfica mais justa baseada em dados científicos e em nome de uma reparação histórica, segundo a entidade. Na versão atualizada, o continente africano deve ser o principal modificado com aparência maior em comparação às versões amplamente utilizados.

A votação contou com 164 votos favoráveis pela mudança e apenas um voto contrário dos Estados Unidos.

A dificuldade com os mapas reside em como traduzir a forma esférica da Terra para uma superfície plana. Os mapas utilizados atualmente se baseiam na projeção de Mercator, concebida no século 16 pelo geógrafo belga Gerardo Mercator. 

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Mas o modelo de Mercator é eurocêntrico e distorce as áreas próximas aos polos enquanto encolhe as regiões equatoriais, fazendo com que regiões como a Europa e a América do Norte pareçam muito maiores do que realmente são, enquanto a África e a América do Sul parecem menores.

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A Groenlândia, portanto, aparenta ter o mesmo tamanho que a África e a América do Sul, quando, na realidade, o continente africano é 14 vezes maior que a ilha ártica, e o Brasil sozinho é quatro vezes maior.

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(Com AFP)



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