Nunes Marques abre inquérito contra o ministro Marco Buzzi

Nunes Marques abre inquérito contra o ministro Marco Buzzi


Passo adiante

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira (14/4) abrir inquérito para apurar as denúncias de importunação e assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça.

Marco Buzzi ministro Superior Tribunal de Justiça STJ

Marco Buzzi está afastado do cargo de ministro do STJ desde fevereiro

Isso significa que a Polícia Federal passará a atuar formalmente na investigação do caso, com prazo inicial de 60 dias para a conclusão.

A primeira acusação contra Buzzi foi feita por uma jovem de 18 anos, que disse ter sido importunada sexualmente pelo ministro durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), onde ela se hospedava na própria casa do magistrado, junto com seus pais.

Em seguida, com a repercussão do caso, ao menos mais duas mulheres buscaram o Conselho Nacional de Justiça para relatar assédio por parte de Buzzi, desta vez no contexto de seu trabalho como magistrado.

Em fevereiro, o Plenário do STJ decidiu afastar Buzzi cautelarmente, enquanto uma sindicância sobre o caso é conduzida por três ministros relatores — Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo. A defesa chegou a pedir ao STF a suspensão da investigação no STJ, mas Nunes Marques negou o pedido.

Na esfera criminal, o caso segue seu curso no Supremo, onde Buzzi tem foro privilegiado. O ministro relator analisa a denúncia apresentada pela mulher de 18 anos, que prestou depoimentos à polícia e ao CNJ.

Defesa

Desde que o caso veio à tona, Buzzi nega as acusações. Em nota publicada nesta terça, a defesa do ministro afirmou que ele sofre “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”.

O texto, escrito pelos advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, afirma que “os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”.

“É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e sem qualquer mácula em sua trajetória”, completam os defensores. Com informações da Agência Brasil.





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