Mulheres são resgatadas de rede interestadual de exploração sexual em operação da PF

Mulheres são resgatadas de rede interestadual de exploração sexual em operação da PF


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  • A Polícia Federal, na operação “Donos da Noite” realizada em 10 de junho, resgatou duas mulheres na Paraíba.
  • A ação cumpriu nove mandados em Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, visando desarticular rede interestadual de exploração sexual e tráfico de pessoas.
  • Investigações iniciadas por denúncia da DEAM de Guarabira revelaram recrutamento de mulheres no Ceará, transporte para outros estados e controle por dívidas e metas abusivas.
  • Um homem foi preso na Paraíba por porte ilegal de arma de fogo durante as buscas.

A Polícia Federal resgatou duas mulheres na Paraíba durante a operação “Donos da Noite”, deflagrada nesta quarta-feira (10) contra uma rede interestadual de exploração sexual e tráfico de pessoas. A ação também alcançou o Rio Grande do Norte e Pernambuco, com mandados de busca e apreensão em municípios estratégicos.

A investigação, iniciada a partir de denúncia da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, identificou que a rede recrutava mulheres principalmente no Ceará, transportando-as para outros estados. As vítimas eram mantidas em um esquema de controle por dívidas e cumprimento de metas abusivas. 

A operação cumpriu nove mandados em três estados. Na Paraíba, ações ocorreram em Alagoa Grande, Pitimbu, Pedro Régis, Itabaiana e Guarabira. No Rio Grande do Norte, os mandados foram cumpridos em Nova Cruz, e em Pernambuco, em Goiana. Durante a ação, um homem foi preso na Paraíba por porte ilegal de arma de fogo.

O esquema central da rede envolvia um “sistema de metas”: as mulheres eram obrigadas a realizar 20 programas sexuais diários e consumir 40 doses de bebidas alcoólicas por semana. O descumprimento gerava dívidas automáticas, mantendo as vítimas presas ao sistema. Para reforçar o controle, as mulheres eram ameaçadas por homens armados, evidenciando uma organização criminosa estruturada.

A PF aponta que a rede operava exclusivamente para lucro com a exploração sexual de mulheres vulneráveis. A investigação continua em andamento, com foco em coleta de provas de documentos, celulares, computadores e registros financeiros. Há indícios de que menores de idade possam ter sido exploradas, o que aumenta a gravidade dos crimes.

Os investigados poderão responder por tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo, de acordo com a participação de cada um. Novas fases da operação devem ser deflagradas à medida que o material apreendido seja analisado.




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