Milei manifesta apoio a chefe de gabinete investigado por enriquecimento ilícito
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- Presidente argentino Javier Milei participou do ato do Dia da Bandeira em Rosário, 20 de junho, ao lado do chefe de gabinete Manuel Adorni.
- Adorni está sob investigação por suposto enriquecimento ilícito após admitir ter ocultado US$ 500 mil à autoridade fiscal.
- Milei não comentou o caso no evento e descartou pedir a renúncia de Adorni, apesar da pressão política.
- O escândalo, que envolve alegações de herança e ganhos em criptomoedas, tem afetado a credibilidade do governo, segundo pesquisas.
O presidente argentino, Javier Milei, liderou neste sábado (20) um ato pelo Dia da Bandeira ao lado de seu chefe de gabinete, Manuel Adorni, investigado por suposto enriquecimento ilícito e pressionado a deixar o governo.
Milei foi a Rosário acompanhado por Adorni, que admitiu na semana passada ter ocultado 500 mil dólares da autoridade fiscal(2,57 bilhões de reais).
O presidente evitou mencionar o caso neste sábado, mas, na véspera, nomeou um novo porta-voz presidencial, papel exercido informalmente por Adorni, homem de confiança do mandatário e de sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência.
Adorni, de 46 anos, está no olho do furacão desde que vieram à tona gastos suntuosos, compras de imóveis e viagens em família que não condizem com seus rendimentos.
O presidente afirmou acreditar na inocência de seu funcionário e descartou pedir sua renúncia.
Adorni declarou ter recebido uma herança inesperada de seu pai e ganhos substanciais com investimentos em criptomoedas, dados sob investigação judicial que a oposição considerou inverossímeis.
Segundo pesquisas, o caso afetou a credibilidade do governo.
