Mercado coloca Lul 4 no radar e duvida de ajuste fiscal em 2027

Mercado coloca Lul 4 no radar e duvida de ajuste fiscal em 2027



Parte expressiva do mercado financeiro nutriu, logo após a eleição de 2022, a convicção de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiria a postura austera do primeiro mandato. Vislumbrava-se equipe econômica liderada por Henrique Meirelles, agenda de rigor fiscal e previsibilidade ao investidor.

A expectativa se frustrou já na transição de governo. A escolha de Fernando Haddad (PT) para o Ministério da Fazenda foi vista como sinalização de que o discurso esquerdista do então candidato Lula era mesmo sincero, no rumo de protagonismo estatal e expansão de gastos.

Apesar disso, muitos investidores depositaram confiança na capacidade de Haddad se contrapor à ala mais progressista do PT. A proposta do novo arcabouço fiscal chegou a ser vista como busca de credibilidade para as contas públicas. Mas a adoção revelou o inverso, impulsionando despesas.

A mistura de déficits persistentes, expansão da dívida pública e sucessivas revisões das metas fiscais contribuiu para manter elevada a remuneração dos investidores. Nesse ambiente, os juros seguiram em alta, suscitando dúvidas sobre a capacidade de o governo honrar os seus pagamentos.