Menor serpente conhecida no planeta reaparece debaixo de uma pedra após quase 20 anos e descoberta surpreende pesquisadores durante levantamento ambiental
🐍 Uma busca longa terminou sob uma pequena pedra
Dois pesquisadores procuravam répteis endêmicos quando encontraram uma criatura parecida com uma minhoca. O exame posterior confirmou um dos animais mais raros de Barbados.
Com apenas cerca de dez centímetros, a menor serpente conhecida passou quase duas décadas sem um registro científico confirmado. Seu reencontro sob uma pedra, durante um levantamento em março de 2025, mostrou que a espécie ainda resiste em um fragmento florestal de Barbados.
Qual serpente foi reencontrada após quase 20 anos?
A espécie reencontrada foi a cobra-fio-de-Barbados, de nome científico Tetracheilostoma carlae. Ela havia sido documentada somente algumas vezes desde 1889 e integrava uma lista de organismos perdidos para a ciência.
O exemplar apareceu no projeto Conserving Barbados’ Endemic Reptiles, conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente de Barbados e pela organização conservacionista Re:wild. A equipe buscava répteis endêmicos havia mais de um ano.

Por que ela é considerada a menor serpente conhecida?
A cobra-fio-de-Barbados mede aproximadamente 9 a 10 centímetros quando adulta, dimensão próxima do limite biológico conhecido para uma serpente. Seu corpo fino pode ser confundido com uma minhoca e cabe quase inteiro sobre uma moeda.
Embora pertença ao amplo grupo das serpentes, ela possui hábitos subterrâneos e visão extremamente reduzida. O animal passa grande parte do tempo escondido no solo, onde se alimenta de pequenas presas, como formigas e cupins.
Os números ajudam a dimensionar a raridade:
DadoO que representaRelevância
9 a 10 centímetrosComprimento do adultoMenor tamanho conhecido
Quase 20 anosPeríodo sem confirmação científicaEspécie perdida para a ciência
Um ovoPostura de cada fêmeaRecuperação populacional lenta
Como o animal foi encontrado debaixo da pedra?
O reencontro ocorreu em 20 de março de 2025, na região central da ilha. Connor Blades e Justin Springer examinavam pedras quando uma rocha presa sob a raiz de uma árvore chamou atenção.
Debaixo dela estavam uma minhoca e uma serpente minúscula. O achado surpreendeu porque a dupla já havia virado centenas de pedras durante as buscas, sem encontrar um exemplar confirmado da espécie.
Como os pesquisadores confirmaram a identidade da espécie?
A confirmação ocorreu na Universidade das Índias Ocidentais, onde Connor Blades examinou o animal ao microscópio. A verificação era necessária porque a cobra-fio se parece muito com a cobra-cega-brâmane, espécie invasora presente em Barbados.
Imagens ampliadas permitiram observar características que separam as duas espécies. Depois do exame, a pequena serpente foi devolvida ao mesmo ambiente florestal onde havia sido localizada.
A identificação considerou estes sinais:
- linhas dorsais alaranjadas da cabeça até a cauda;
- olhos posicionados nas laterais da cabeça;
- pequena escama rostral sobre o focinho;
- ausência de linhas glandulares na cabeça.
Por que o reencontro não significa que a serpente esteja segura?
A redescoberta comprova sobrevivência, mas não informa quantos indivíduos permanecem. Apenas poucos registros foram confirmados desde 1889, e a espécie depende de fragmentos florestais reduzidos, difíceis de pesquisar e sujeitos à degradação.
Barbados perdeu cerca de 98% de sua floresta primária desde o período colonial. A serpente também precisa encontrar parceiros para reproduzir e cada fêmea põe somente um ovo, combinação que pode limitar uma população muito dispersa.
Os principais desafios ficam organizados assim:
DesafioContextoImplicação
Floresta reduzidaRestam poucos ambientes primáriosHabitat muito limitado
Registros rarosPopulação ainda desconhecidaMonitoramento difícil
Reprodução sexualFêmea põe apenas um ovoCrescimento possivelmente lento
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O projeto seguirá pesquisando Barbados para estimar a distribuição da espécie. O reencontro indicou onde procurar, mas um único exemplar ainda não permite calcular população, densidade ou tendência de crescimento.
As próximas ações dependem de proteger florestas e repetir levantamentos. A descoberta encerrou a ausência científica, porém abriu uma etapa mais difícil: localizar outros animais e garantir que a cobra-fio-de-Barbados continue existindo.
