Maria do Rosário critica declaração de Paulo Figueiredo por ‘caráter misógino e político’

Maria do Rosário critica declaração de Paulo Figueiredo por ‘caráter misógino e político’


A desembargadora Vânia Heck de Almeida, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), determinou a remoção de trechos de uma transmissão do influenciador e empresário Paulo Figueiredo. No vídeo, ele elogia o ex-presidente Jair Bolsonaro por ter dito à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) que ela “não merece ser estuprada”. Na época, Rosário moveu uma ação por danos morais contra Bolsonaro e saiu vitoriosa.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) classifica de muito importante a decisão do TRE e ressalta o caráter não apenas misógino da declaração de Figueiredo, mas também político. “Ele visa mobilizar o ódio político no período eleitoral, o ódio contra a nossa participação como mulheres e, particularmente, neste caso, contra a minha pessoa. O ataque que vem contra mim não atinge apenas a mim, atinge a todas as mulheres, porque move na sociedade uma relação de desprezo às mulheres, de menosprezo, de ódio”, afirma.

Maria do Rosário lembra que doou o valor que ganhou de indenização de Jair Bolsonaro para entidades que trabalham na defesa e proteção de mulheres. E, segundo a deputada, mesmo que o crime de apologia ao estupro tenha prescrito, quando Figueiredo repete essas mesmas palavras, ele está repetindo o crime que ensejou a ação de danos morais.

“Significa que então o TRE nesse momento retira do ar porque é um ataque de caráter político-eleitoral, mas significa também que nós vamos entrar com ação crime para que Paulo Figueiredo pague pelo seu crime e também por danos morais”, revela.

A deputada federal reafirmou o compromisso de aprovar no Congresso o PL da Misoginia, que tem encontrado resistência justamente entre os parlamentares da extrema direita. “Nós precisamos também agir de uma forma integrada. A sociedade precisa atuar de uma forma a mover a repulsa, a indignação diante de palavras que são desonrosas, que são violentas, que são imorais. A apologia ao estupro em um país que tem tanta violência contra a mulher, que é campeão de violências sexuais contra crianças, contra mulheres e de feminicídio também, porque tudo isso vai perpassando a naturalização do desrespeito contra a vida das mulheres, contra os nossos corpos. Não é fácil viver sob ataque”, defende.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.





Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *