mais saúde para todos, mais valor para o país – Observador

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Inovar para responder a necessidades reais

O crescimento da oferta de genéricos no mercado tem de acompanhar, não só os prazos das patentes, mas também as necessidades da população e o impacto na saúde pública, que são sempre os primeiros critérios que a Generis tem em conta quando escolhe novas moléculas ou áreas terapêuticas para investir. A estes, junta-se a capacidade industrial, a exigência regulamentar e a sustentabilidade económica do projeto. “No fim, todos estes critérios convergem num só princípio: cuidar de mais pessoas, com mais soluções acessíveis”, explica Luís Abrantes.

Para o CEO da Generis, existe um grande potencial para aumento dos tratamentos genéricos, sobretudo “nas doenças crónicas de larga prevalência: cardiovascular, diabetes, respiratório e sistema nervoso central, onde o genérico tem um impacto enorme na adesão à terapêutica e no orçamento das famílias”.

Além disso, o canal hospitalar é outro foco claro de crescimento, onde se incluem áreas tão complexas como a oncologia e o HIV, bem como os medicamentos não sujeitos a receita médica. “Esta visão reflete-se na nossa atividade: se em 2024 fizemos cerca de 20 lançamentos, em 2026 iremos fazer cerca de 55 lançamentos de novos produtos: 31 de retalho/ambulatório, dos quais 6 OTC’s [medicamentos de venda livre] e 24 hospitalares. Trata-se de um ritmo tremendo, mas que constitui uma aposta clara no mercado português e europeu. É assim que continuamos a responder às necessidades reais da população”, afirma Luís Abrantes.

Desafios e oportunidades para o futuro

Atualmente, a quota de mercado de utilização de medicamentos genéricos em ambulatório, em Portugal, é de cerca de 52%. Sendo esta marca uma grande conquista para o país, a verdade é que ainda está longe dos valores alcançados por alguns países europeus – a Alemanha, por exemplo, está nos 77,7% e os Países Baixos nos 75%.

O Governo definiu como meta, ainda para 2026, alcançar a quota de 55%, mas, para lá chegar, a indústria dos medicamentos genéricos ainda tem de enfrentar alguns desafios. E para Luís Abrantes, atualmente, existem três principais. “O primeiro é económico: a contínua pressão sobre os preços ameaça a viabilidade da produção e o próprio abastecimento. Garantir um preço justo para o utente sem comprometer a sustentabilidade industrial é um equilíbrio delicado. O segundo é a resiliência do abastecimento, num contexto de cadeias globais de matérias-primas e de custos de energia voláteis – e aqui a produção nacional é um ativo estratégico para o país. O terceiro é o desafio cultural: continuar a aproximar Portugal das taxas de utilização dos melhores mercados europeus”.

A tudo isto acresce a dificuldade de atrair e reter talento qualificado, algo em que a Generis é, orgulhosamente, uma das empresas que mais investe em Portugal.

Quanto ao futuro dos genéricos, para Luís Abrantes, este assenta em três pilares: sustentabilidade, confiança e inovação acessível. “Espero um mercado mais maduro, com taxas de utilização a convergir gradualmente para os melhores padrões europeus, e com o genérico a afirmar-se como peça essencial da sustentabilidade do SNS. Veremos também novas fronteiras, da digitalização e do suporte ao doente ao crescimento no hospitalar. Nesse cenário, a Generis quer continuar a fazer o que faz há mais de 20 anos: liderar assegurando qualidade, segurança e preço justo, reforçando o nosso papel como hub industrial europeu dentro do Grupo Aurobindo, e mantendo Portugal como base de uma operação de referência”.

“Continuaremos aqui, com a mesma missão de sempre, como a marca de genéricos preferida pelos portugueses e colocando a saúde sempre em primeiro”, conclui o CEO da Generis.

O Observador esclarece: 6 perguntas para entender melhor os genéricos

1 – É mesmo seguro optar por medicamentos genéricos? Sim. Os medicamentos genéricos cumprem exatamente as mesmas normas que qualquer outro medicamento, tanto no seu desenvolvimento e fabrico, como no controlo da qualidade e nas condições de fornecimento.

2 – Porque é que os genéricos não têm o mesmo aspeto dos medicamentos de referência? Por opção do fabricante, podem existir diferenças na forma, tamanho ou cor do medicamento, o que em nada compromete a sua qualidade, segurança ou eficácia.

3 – Como é avaliada a eficácia e segurança dos genéricos? Os medicamentos genéricos estão sujeitos à legislação europeia, o que significa que são obrigados a passar por vários testes antes da sua comercialização. Todos os medicamentos – genéricos ou não – têm de ser autorizados pela Agência Europeia do Medicamento ou pelas autoridades nacionais (em Portugal é o Infarmed) antes de poderem ir para o mercado.

4 – Como é que sei que o medicamento genérico faz o mesmo efeito que o medicamento de referência? Os genéricos têm obrigatoriamente de passar por um teste de bioequivalência para demonstrar que atuam no organismo da mesma forma que os medicamentos inovadores.

5 – Porque é que os genéricos são mais baratos? Quando entram no mercado, os genéricos não precisam de incorporar os gastos com investigação e desenvolvimento, uma vez que esse trabalho já foi feito pelas farmacêuticas que criaram o medicamento de referência. Além disso, a lei impõe que um medicamento genérico tem de ser, pelo menos, 50% mais barato do que o medicamento inovador.

6 – Como é que se reconhece um medicamento genérico? Os genéricos têm na caixa a indicação MG.





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