Lula chama Rubio de “bolsonarista” e “latino-americano frustrado”
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- Em visita ao INPE, em São José dos Campos (SP), nesta sexta‑feira (7), o presidente Lula chamou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de “bolsonarista” e “latino‑americano frustrado”.
- Lula afirmou que Rubio “não gosta do Brasil”, citando também ódio a Cuba e Colômbia, e disse ter relatado o caso ao ex‑presidente Donald Trump na Casa Branca.
- As declarações surgem no contexto de escalada da crise diplomática entre Brasília e Washington, após os EUA anunciarem tarifas de 25 % sobre produtos brasileiros.
- O episódio ocorre também após a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar publicamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta sexta-feira (7), durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). Lula classificou Rubio como um “latino-americano frustrado” e “bolsonarista” e afirmou que o chefe da diplomacia americana “não gosta do Brasil”.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasília e Washington, marcada pelo anúncio de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e pela revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Lula mira Marco Rubio
Durante o discurso, Lula afirmou que já havia tratado do assunto diretamente com o presidente Donald Trump durante um encontro realizado na Casa Branca.
“Ele [Trump] tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, que é o Marco Rubio”, declarou.
Em seguida, o presidente endureceu o tom:
“Ele não gosta. Eu disse para o Trump: ele não gosta do Brasil. Não gosta. Ele é um latino-americano frustrado. É um descendente de cubanos de Miami. Odeia Cuba, odeia a Colômbia e odeia o Brasil.”
Tarifas e desmatamento
As críticas ocorrem poucos dias depois de o governo americano anunciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Entre as justificativas apresentadas por Washington está o desmatamento ilegal na Amazônia.
Lula afirmou que pretende encaminhar a Donald Trump dados oficiais sobre a redução do desmatamento registrada no primeiro semestre deste ano.
O presidente também ironizou a posição do líder americano sobre as mudanças climáticas.
“Eu vi o Trump falando na ONU que não acredita nesse negócio de questão climática, que é tudo mentira”, afirmou.
Relação com Trump
Apesar das críticas dirigidas a Marco Rubio, Lula voltou a diferenciar o secretário de Estado do presidente americano.
Segundo o petista, o encontro realizado com Trump na Casa Branca, em maio, ocorreu em clima cordial. Na ocasião, disse ter defendido a necessidade de preservar a boa relação entre Brasil e Estados Unidos e apresentado dados sobre a balança comercial entre os dois países.
Depois da reunião, o governo brasileiro aguardava um retorno da Casa Branca para avançar nas negociações comerciais.
“E aí, fiquei esperando. Não teve telefonema, mas veio pela imprensa um tarifaço”, afirmou Lula.
Mesmo diante do agravamento da crise diplomática, o presidente indicou que pretende conversar novamente com Donald Trump nos próximos dias. Segundo relatos de participantes de uma reunião realizada no Palácio da Alvorada com parlamentares do PSOL e da Rede, Lula manifestou a intenção de telefonar ao presidente americano na próxima semana. Até o momento, porém, não há data definida para o contato.
