Longe das câmeras: união forjada em quartos de hotel sustenta França na véspera da semifinal

Longe das câmeras: união forjada em quartos de hotel sustenta França na véspera da semifinal



Quem pensa em seleção francesa, hoje, pensa em Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé. O trio de ataque dos Bleus tem assombrado os adversários com seus 16 gols até agora, mais do que qualquer adversário.

Mbappé, com 8, e Dembelé, com 5, têm entre eles mais gols que 45 das seleções que iniciaram a Copa – incluindo o Brasil.

Mas para os jogadores da França, a força do time está no conjunto, na força coletiva que se formou nos últimos anos tanto dentro quanto fora de campo, em quartos de hotel e conversas reservadas, sem a presença da comissão técnica. Segundo o volante Adrien Rabiot, é ali que eles dividem as responsabilidades de encontrar soluções que vão além daquelas oferecidas por Deschamps e seus auxiliares.

“No hotel, nos momentos de folga, tentamos analisar os jogos juntos, em pequenos grupos. Isso é importante, além de tudo o que o treinador e a comissão nos oferecem. Todos falamos a mesma língua, todos temos o mesmo objetivo e cada um direciona sua energia para isso. O que a comissão nos passa é essencial, mas o diálogo entre os jogadores, sem a participação da comissão, também é importante — disse Rabiot nesta segunda, véspera da semifinal contra a Espanha.

Para o zagueiro Koundé, é um erro de análise creditar todo o sucesso da equipe ao ataque.

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“Temos feito um bom trabalho defensivamente, que vai muito além dos zagueiros. É um esforço coletivo, que começa na forma como pressionamos desde a primeira saída de bola do adversário. Quando o trabalho é bem feito lá na frente e no meio-campo, nosso trabalho lá atrás fica muito mais fácil — disse.

A coesão da França tem ficado evidente na disposição dos jogadores de ataque em ajudar na marcação e na disciplina com que o time tem defendido nos momentos difíceis.

Relação forte

Os jogadores garantem que o que acontece em campo é extensão de relações construídas fora dele.

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— A gente se dá muito bem — disse Rabiot. — Existe uma harmonia real, uma coesão genuína. É difícil de explicar, mas as coisas funcionam muito bem fora de campo, e essa energia se transfere para dentro dele.

Koundé descreveu um grupo que gosta de jogar junto e de fazer sacrifícios uns pelos outros.

— Existe um senso forte de coesão desde o começo, lá atrás, ainda em 2022. Há continuidade neste grupo. Isso foi construído ao longo do tempo, e todos estão focados no mesmo objetivo. Essa é uma das nossas forças, e dá para sentir isso em campo. A gente gosta de jogar junto e também gosta de se esforçar um pelo outro — disse o zagueiro.

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A campanha da França também acontece sob a sombra da decisão de Deschamps de deixar o cargo após o torneio, encerrando um ciclo que começou em 2012 e incluiu o título da Copa de 2018 e uma derrota na final, quatro anos depois, no Qatar. A mãe do treinador morreu durante a fase de grupos do torneio.

“As dificuldades pelas quais o treinador passou nos aproximaram ainda mais. A gente quer dar tudo, principalmente sabendo que esta é a última competição dele à frente da seleção francesa. Este é o momento”, afirmou.

A equipe de Didier Deschamps enfrenta a Espanha nesta terça-feira, 14, às 16h (de Brasília) em busca de uma terceira final consecutiva de Copa do Mundo.

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(com informações da Reuters)



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