“La Casa de Papel” da vida real: mentor misterioso teria encomendado roubo milionário no Louvre por R$ 146 mil
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- Polícia francesa procura identificar o homem que teria organizado o roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris.
- Dois suspeitos presos, Abdoulaye N. e Ghelamallah A., afirmam ter sido recrutados 2 a 3 dias antes e prometidos até € 25 mil (cerca de R$ 146 mil) cada.
- Eles receberam instruções, imagens das peças e um vídeo gravado dentro da Galeria de Apolo, onde as joias estavam expostas.
- O material furtado foi avaliado em US$ 100 milhões; o nome do suposto mandante não foi divulgado.
A polícia francesa tenta identificar o homem apontado como responsável por organizar o roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris. Segundo dois suspeitos presos, ele teria recrutado os executores poucos dias antes da ação e prometido pagamentos de até € 25 mil, cerca de R$ 146 mil.
Os relatos aparecem em depoimentos obtidos pelo jornal Le Monde. Abdoulaye N. e Ghelamallah A. afirmaram que receberam instruções, imagens das peças e um vídeo feito dentro da Galeria de Apolo, onde estavam as joias.
O material furtado foi avaliado em US$ 100 milhões.
A versão apresentada à polícia indica que os dois foram chamados apenas dois ou três dias antes do crime. O nome do suposto mandante não foi informado. Eles disseram temer represálias.
Abdoulaye reconheceu que sabia que participaria de um assalto ao Louvre. Ele contou que deveria quebrar as vitrines e retirar as peças. Também afirmou que aceitou a proposta por dificuldades financeiras.
Conhecido por antigas manobras de motocicleta divulgadas na internet, ele disse acreditar que foi escolhido por sua experiência sobre duas rodas, disposição física e histórico pessoal.
Ghelamallah, porém, negou saber que o alvo era o museu. Aos investigadores, afirmou ter recebido a informação de que o grupo invadiria uma joalheria de Paris. Segundo ele, a recompensa prometida ficaria entre € 20 mil e € 25 mil.
Os depoimentos foram prestados em junho. A investigação busca agora esclarecer quem financiou a operação, qual seria o destino das joias e se os presos receberam alguma parte do valor combinado.
