J.D. Vance diz que faz ‘o trabalho de Deus’ e não se importa se isso resultar ‘no fim dos tempos’

J.D. Vance diz que faz ‘o trabalho de Deus’ e não se importa se isso resultar ‘no fim dos tempos’



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O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que está “fazendo o máximo possível da obra de Deus” e que não se importa “se isso levar ao fim dos tempos”, que, segundo ele, inevitavelmente chegará.

Em entrevista a um podcast apresentado pelo influenciador evangélico Bryce Crawford, na quarta-feira 2, Vance disse achar que o “fim dos tempos pode estar chegando, na verdade, está chegando, é apenas uma questão de saber se chegará daqui a milhares de anos ou daqui a alguns meses”.

“Embora eu seja fascinado por isso, acho que focar demais nisso pode ser muito ruim”, disse ele, acrescentando que se seu trabalho “levar ao fim dos tempos, tudo bem, e se isso levar a… nós construirmos um mundo melhor que prospere e sobreviva por muito tempo depois que eu partir, isso também será ótimo”.

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Vance, que publicou um novo livro autobiográfico neste ano sobre sua conversão ao catolicismo (ele também é autor de Era uma vez um sonho, que virou filme da Netflix), relatou ainda já ter experimentado o que descreveu como uma sensação de “escuridão espiritual” durante reuniões com líderes mundiais. Segundo ele, determinadas falas ou observações feitas nesses encontros despertaram um forte sentimento de alerta.

“Acho que existem coisas no mundo que me fazem sentir, tipo, não chocado se o anticristo estivesse andando entre nós”, acrescentou ele.

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Entre suas preocupações, o vice-presidente americano citou o avanço da inteligência artificial (IA). Ele contou o caso de uma pessoa conhecida que utiliza uma ferramenta de IA como conselheira matrimonial e classificou essa prática como “uma espécie de coisa satânica”.

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Na entrevista, Vance também saiu em defesa de Donald Trump após a repercussão negativa de uma imagem gerada por IA, publicada e depois apagada pelo presidente americano, que o retratava como Jesus Cristo. Na figura, ele aparece trajando robes, com uma luz divina emanando de suas mãos, enquanto cura um homem enfermo (que lembra o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein) em um leito de hospital.

“O presidente não teve a intenção de ofender. Obviamente, ele gosta dos cristãos… Donald Trump quis postar um meme dele mesmo como Deus? Não. O presidente tem um bom senso de humor. Ele não quis zombar ou imitar Deus. Esse não é o jeito dele”, justificou Vance, acrescentando que seu chefe é “um brincalhão”.



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