Homem detido por burlar mulheres nas redes sociais – Observador

Homem detido por burlar mulheres nas redes sociais – Observador



Um homem de 28 anos foi detido, no concelho de Guimarães, por alegadamente burlar mulheres nas redes sociais com perfis falsos e promessas de elevados retornos financeiros das transferências realizadas pelas vítimas, indicou esta sexta-feira a Polícia Judiciária (PJ).

“A investigação teve origem numa denúncia apresentada, em setembro de 2024, e permitiu apurar que o detido recorria, alegadamente, à criação de perfis falsos na rede social Instagram para estabelecer relações de confiança e, por vezes, de natureza romântica, com as vítimas”, explica a PJ, em comunicado.

Esta força de investigação criminal acrescenta que, após conquistar a confiança das vítimas, o homem apresentava-se como investidor nos mercados financeiros, prometendo elevados retornos e induzindo-as a efetuar transferências bancárias, pagamentos através de MB WAY e outras operações financeiras.

As vítimas nunca recuperavam os montantes investidos, apropriando-se o suspeito das quantias recebidas. Até ao momento, foi possível identificar cinco vítimas e apurar prejuízos patrimoniais superiores a 60 mil euros, prosseguindo a investigação com vista à identificação de eventuais outras vítimas e ao completo esclarecimento dos factos”, refere a PJ.

Os elementos de prova recolhidos no âmbito da operação Coração de Ouro indiciam que, não exercendo qualquer atividade profissional conhecida, o arguido dissipava parte significativa desses valores em plataformas de jogo online.

Durante a operação foram apreendidos diversos elementos probatórios, os quais serão objeto de análise pericial, podendo reforçar a prova já recolhida, diz a PJ.

Na operação Coração de Ouro foi realizada uma busca domiciliária no concelho de Guimarães, distrito de Braga, no âmbito da investigação relacionada com a prática de crimes de burla qualificada e de branqueamento.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação. O inquérito é titulado pelo Ministério Público da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga.





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