Formação gratuita em audiovisual para mulheres e pessoas não binárias abre inscrições no Recife
Mulheres cis e trans e pessoas não binárias que atuam ou desejam ingressar no mercado audiovisual têm até 27 de julho para se inscrever na terceira edição do FERA (Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual). A formação gratuita será realizada de 10 a 29 de agosto, no Recife, com atividades na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby, e programação aberta ao público no Cinema da Fundação, sempre das 18h às 21h. As inscrições podem ser feitas por formulário e a programação detalhada está disponível no Instagram @feraaudiovisual e no site oficial do projeto (www.feraaudiovisual.com.br) .
Ao longo de três semanas, o FERA promoverá uma programação voltada à qualificação técnica e ao fortalecimento da presença de mulheres e pessoas não binárias na cadeia produtiva do audiovisual. A iniciativa reúne oficinas, laboratório de desenvolvimento de roteiros, masterclasses, mesas de diálogo e sessões de cinema, criando espaços de formação, intercâmbio e debate sobre criação audiovisual e equidade de gênero.
As atividades formativas são direcionadas a pessoas com experiência prévia no setor audiovisual ou em áreas correlatas. As turmas terão entre 12 e 20 participantes, que serão selecionadas a partir das inscrições. Já a programação noturna no Cinema da Fundação será gratuita e aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
Nesta edição, o projeto oferece oficinas em diferentes etapas da produção audiovisual. A programação contempla direção cinematográfica, direção de fotografia, som direto, trilha sonora, montagem e workflow de pós-produção, correção de cor, produção executiva e gestão de projetos, além de curadoria audiovisual. Também integra a programação o FERA Lab, laboratório de roteiro voltado ao desenvolvimento de projetos autorais de curta-metragem, combinando encontros coletivos e consultorias individuais.
Idealizado pela montadora e realizadora audiovisual Amandine Goisbault, o FERA nasceu com o propósito de ampliar o acesso de mulheres cis e trans e pessoas não binárias às funções criativas e técnicas do audiovisual brasileiro. A proposta busca enfrentar um cenário em que esses grupos ainda ocupam participação reduzida em cargos de direção, criação e áreas técnicas da produção cinematográfica.
“As mulheres representam 51,2% da população, mas menos de 20% dos filmes e séries lançados comercialmente no Brasil são dirigidos por mulheres. Nesse contexto foi pensada a plataforma FERA, na intenção de propiciar espaços de encontro, reflexão e formação para fomentar a equidade de gênero no audiovisual e impulsionar a atuação técnica e criativa das mulheres cis e trans, e pessoas não binárias, no setor”, afirma Amandine Goisbault.
O projeto chega à terceira edição, com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura PE/Fundarpe.
