Fogos em Espanha e França. Subúrbios de Bordéus evacuados – Observador

Sem dar tréguas, os violentos incêndios que afetam Ávila e os pontos que confluem na região de Madrid, continuavam pela manhã deste sábado “ativos” e ainda por controlar, ao mesmo tempo que, do outro lado da fronteira, em França, as autoridades têm em curso uma megaoperação de evacuação da região de Bordéus, ameaçada pelas chamas.
Os territórios de França e Espanha estão há vários dias a ser fortemente afetados por múltiplos incêndios, que se contam já entre os mais graves das suas histórias, e entre os dois países mais de 200 mil pessoas já foram retiradas de casa ou colocadas em isolamento.
No caso espanhol, a situação mais preocupante encontra-se às portas da capital, com dois incêndios, em Madrid e Ávila, que se juntaram num único fogo de enormes dimensões. Segundo o El País, o balanço fornecido pelos serviços de emergência apontava que a evolução do fogo “irá ser determinada pelo regime de ventos nas próximas horas”.
Já foi considerado “o mais grave na história de Madrid”, nas palavras da presidente da Comunidade, Isabel Díaz Ayuso, enquanto as autoridades espanholas admitiam estar “fora da capacidade de extinção”, perante o cenário ameaçador.
Até ao momento, registaram-se já cerca de 15.000 hectares de área ardida e um impacto direto em mais de 60 mil pessoas. Cerca de 40 mil terão sido retiradas das suas casas e outras 20 mil estarão isoladas.
No caso francês, a situação mais grave continua a ser o grande incêndio na região de Gironda, no sudoeste do país. Na sexta-feira, o fogo já tinha obrigado à retirada de milhares de pessoas da península de Cap-Ferret, famosa estância balnear que, no verão, costuma atrair milhares de turistas. Na madrugada deste sábado, a área geográfica das evacuações alargou ainda mais: as autoridades regionais determinaram esta noite a evacuação de três áreas residenciais nos arredores da cidade de Bordéus (Le Haillan, Eysines e Mérignac).
Já o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, tinha dito na noite de sexta-feira que, até então, mais de 141 mil pessoas já tinham sido retiradas das suas casas, perante incêndios que atingiam “um nível inédito” e perante um fenómeno com o qual os especialistas em proteção civil nunca se tinham confrontado.
