Flávio não presta contas sobre ‘Dark Horse’ e nega relação com miliciano homenageado por ele

Flávio não presta contas sobre ‘Dark Horse’ e nega relação com miliciano homenageado por ele


O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) não prestou contas sobre repasse milionário feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pedido de 61 milhões de reais feito para honrar compromissos da produção “não teve absolutamente nada de errado”. O senador disse que os valores são referentes a um patrocínio e não recebeu, como pessoa física, dinheiro do ex-dono do banco Master. “Não tem nada de errado um filho pedir dinheiro para financiar o filme do pai. Não tem nada de irregular. Não fui buscar dinheiro da Lei Rouanet”, afirmou.

Questionado sobre a planilha com custos da produção, que ele prometeu divulgação, o senador afirmou que “a prestação de contas foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo”. A GoUp, produtora do filme, encomendou uma perícia sobre as contas de Dark Horse. Assinado por Anísio Costa Castelo, o trabalho foi concluído em junho e faz parte agora do inquérito criminal. Com base na análise do conjunto de notas fiscais fornecido a ele, o especialista descartou o uso de dinheiro público, via Lei Rouanet, ou via prefeitura de São Paulo, de forma indireta, pelo Instituo Conhecer Brasil. Segundo a perícia, portanto, o filme foi integralmente bancado por investimentos privados.

Ao final dos questionamentos sobre o Master, Flávio tentou colar o escândalo no principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu assinei a CPMI do Banco Master para questionar, por exemplo, quais as relações de Vorcaro com Jaques Wagner”, disse.

Em atualização

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