FIFA abre investigação sobre os confrontos na final do Mundial
Os confrontos lamentáveis da final do Mundial 2026 vão ser investigados pela FIFA. Após apito final do jogo entre Espanha e Argentina, em que os espanhóis sagraram-se campeões do Mundo, Leandro Paredes agrediu adversários numa confusão que se iniciou com o soco de Nahuel Molina a Rodri.
«Na sequência de uma avaliação dos relatórios de jogo relevantes relativos à final do Campeonato do Mundo da FIFA entre a Espanha e a Argentina, e em conformidade com o artigo 36.º do Código Disciplinar da FIFA (FDC), a Comissão Disciplinar da FIFA nomeou um Procurador Disciplinar e de Ética para investigar possíveis violações do FDC no que diz respeito aos incidentes ocorridos após o jogo», divulgou a FIFA em comunicado nesta segunda-feira.
Qualquer jogador ou treinador envolvido na confusão poderá ser, portanto, suspenso – enquanto a Federação Argentina de Futebol (AFA) poderá também ser multada. Nahuel Molina, Leandro Paredes, Thiago Almada e o treinador adjunto Roberto Ayala são os nomes que parecem estar envolvidos.
O cartão vermelho mostrado a Paredes foi anulado, segundo informações avançadas pela BBC Sport. De acordo com o jornal inglês, a FIFA optou por não tomar medidas disciplinares na altura.
A FIFA, recorde-se, já tinha iniciado um processo de possível ação disciplinar contra a Argentina depois de terem exibido uma faixa com teor político após o triunfo nas «meias» frente à Inglaterra. «As Malvinas são argentinas», dizia a tarja.
Está, portanto, agora nas mãos do órgão do futebol mundial tomar as medidas necessárias. De acordo com a BBC Sport, a FIFA deverá utilizar o artigo 13.º do código disciplinar que abrange o comportamento ofensivo e os princípios do fair play.
As ações poderão ser consideradas como «violação das regras básicas de conduta decente» e «comportamento que desacredita o desporto do futebol e/ou a FIFA».
Foi através desta cláusula que a FIFA castigou Luis Rubiales, depois de ter beijado Jenni Hermoso após a vitória de Espanha no Mundial feminino, e Luis Suárez, depois de ter mordido o defesa italiano Giorgio Chiellini no Mundial de 2014.
Este não é caso isolado para a Argentina. No Mundial 2022, Emiliano Martínez, fez um gesto obsceno com o troféu de melhor guarda-redes e provocou Mbappé. A Argentina foi, na altura, multada em mais de 21 mil euros.
Já na Copa América de 2024, recorde-se, o ex-Benfica Enzo Fernández foi obrigado a pedir desculpa por um vídeo «racista e discriminatório».
