Farage demite-se, força eleição especial e recandidat-se – Observador

Farage demite-se, força eleição especial e recandidat-se – Observador



Nigel Farage renunciou ao cargo de membro do parlamento eleito por Clacton-on-Sea. O líder do Reform UK anunciou a decisão esta terça-feira, após suspeitas sobre a sua situação financeira. 

“Pensei muito e decidi hoje que vou demitir-me de membro do parlamento eleito por Clacton-on-Sea, forçando assim uma eleição especial”, declarou numa mensagem em vídeo transmitida pelos canais de televisão britânicos. Farage disse esperar que a eleição “aconteça de forma rápida”.

O político britânico afirmou que “quer que seja o povo de Clacton o juiz” das suas ações. “Esta será uma eleição especial que opõe o povo ao sistema. É uma oportunidade para mostrar o dedo do meio a todo o sistema e dizer-lhes, sem rodeios, para onde podem ir, e é por isso que me vou candidatar a esta eleição suplementar”, disse Farage.

O líder do Reform UK disse que irá “lutar para ganhar”. “Vou continuar a lutar pela revolução política que o Reform começou.”

Nos últimos meses têm vindo a público notícias sobre um donativo de cinco milhões de libras (5,7 milhões de euros) para as eleições de 2024, que Farage não terá declarado. Em fevereiro, o Guardian avançou que a deslocação de Farage a Davos terá custado mais de 50 mil libras (57 mil euros), um valor que terá sido assegurado por um fundo de um multimilionário iraniano.

Farage não terá declarado cinco milhões de libras recebidas por multimilionário antes das eleições de 2024

Farage sublinhou na declaração que não fez “nada de errado” e que não infringiu “nenhuma lei”. De acordo com a BBC, Farage justificou que “ter tido bons resultados financeiros” e “ganhar dinheiro não é um crime”.

Farage acusou meios de comunicação social como o Times ou a Sky News de “assediar” a família para escrever sobre a sua situação financeira. O político alega que o editor do Times “decidiu publicar uma fotografia do sítio” onde a filha vive. “Não há qualquer interesse público na minha filha. Ela não está envolvida em assuntos públicos, não quer estar envolvida e nunca foi usada por mim em nenhum ponto da minha carreira política”, declarou. Farage afirmou que, “ao publicar aquela fotografia, o editor do Times ameaçou diretamente a sua segurança”.





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