Espécie extinta há cerca de 400 anos volta aos rios com uma família de cinco animais e começa a transformar a paisagem

Espécie extinta há cerca de 400 anos volta aos rios com uma família de cinco animais e começa a transformar a paisagem


A espécie extinta localmente retornou ao oeste de Londres em 2023 com uma família de cinco castores-europeus, quatro séculos após seu desaparecimento. Em poucos meses, barragens, canais e áreas alagadas começaram a modificar Paradise Fields, ampliando habitats e a retenção de água.

Qual espécie extinta localmente voltou ao oeste de Londres?

Uma família de cinco castores-europeus foi solta em outubro de 2023 em Paradise Fields, área úmida urbana de Greenford, no distrito de Ealing. O grupo inicial era formado por um casal adulto e três filhotes.

O retorno marcou a primeira presença da espécie no oeste londrino em cerca de quatro séculos. A Prefeitura de Londres explica que os castores foram eliminados da Inglaterra por caça intensa, sobretudo por pele, carne e glândulas odoríferas.

Espécie extinta há cerca de 400 anos volta aos rios com uma família de cinco animais e começa a transformar a paisagem
Espécie extinta há cerca de 400 anos volta aos rios com uma família de cinco animais e começa a transformar a paisagem

Como o castor-europeu consegue transformar a paisagem?

O animal corta ramos, ergue barragens, abre canais e acumula madeira para criar águas mais profundas perto da toca. Essas estruturas alteram a velocidade do fluxo e convertem trechos rasos em uma combinação de lagoas, brejos e margens encharcadas.

O castor-europeu é frequentemente chamado de engenheiro do ecossistema porque suas atividades reorganizam o ambiente. Árvores mortas, água parada e diferentes profundidades multiplicam abrigo, alimento e locais de reprodução para outros organismos.

O que mudou nos primeiros meses após a soltura?

O grupo se estabeleceu rapidamente na área cercada e começou a construir barragens e novos cursos de água. Registros do projeto indicaram cinco barragens em cinco meses e seis estruturas após aproximadamente oito meses, conforme as inspeções avançaram.

Na primavera de 2024, pelo menos dois novos filhotes apareceram fora da toca. O nascimento demonstrou adaptação ao ambiente urbano, disponibilidade de alimento e condições adequadas para reprodução em um local aberto à visitação pública controlada.Os marcos mostram como a transformação ganhou velocidade.


Marco
Dado
Resultado


Soltura


5 animais
Um casal e três filhotes


Retorno após 400 anos


Cinco meses


5 barragens


Maior retenção de água


Oito meses


6 barragens


Novos canais e áreas úmidas


Primavera de 2024


Ao menos 2 filhotes


Primeira reprodução urbana local

Quais animais ganham espaço com as novas áreas úmidas?

As barragens elevam a variedade de microambientes dentro do mesmo terreno. Águas abertas, lama, vegetação alagada e madeira em decomposição favorecem anfíbios, libélulas, morcegos, aves, insetos aquáticos e pequenos organismos que sustentam cadeias alimentares.

Paradise Fields reúne bosques, prados e zonas úmidas em aproximadamente dez hectares, dos quais oito formam o recinto principal. A diversidade criada pelos castores conecta esses ambientes e oferece abrigo durante períodos secos ou chuvas intensas.

Cada comportamento produz uma mudança física e uma resposta ecológica.


Atividade
Mudança física
Benefício associado


Construir barragens


Fluxo mais lento


Água permanece por mais tempo


Abrir canais


Novas conexões aquáticas


Mais rotas e refúgios


Cortar árvores


Entrada de luz e madeira morta


Novos nichos para plantas e insetos


Escavar margens


Bordas mais complexas


Abrigo para fauna de brejo

Como as barragens podem ajudar durante chuvas fortes?

As estruturas seguram parte da água no terreno e liberam o volume mais lentamente depois da chuva. Esse atraso pode reduzir picos de escoamento no afluente de Costons Brook, que segue para o rio Brent e depois para o Tâmisa.

O efeito não elimina sozinho o risco de enchente e precisa ser medido ao longo do tempo. Equipes acompanham níveis, qualidade da água, biodiversidade e estabilidade das barragens para separar mudanças sazonais dos resultados atribuídos aos animais.

O monitoramento concentra-se em indicadores concretos.

  • Comparar níveis de água antes e depois das chuvas.
  • Medir a velocidade de liberação do volume armazenado.
  • Registrar novas espécies e áreas de reprodução.
  • Acompanhar a qualidade da água e os sedimentos.
  • Verificar a saúde e o comportamento da família.

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Por que a experiência interessa a outras cidades?

A experiência mostra que um mamífero selvagem pode modificar positivamente uma área urbana quando existe habitat, licença e acompanhamento. O local permanece acessível ao público, permitindo observar uma zona úmida criada por processos naturais dentro de Londres.

O caso não significa que qualquer rio possa receber castores sem planejamento. Espaço disponível, árvores, imóveis próximos, drenagem, conflitos potenciais e manejo de longo prazo precisam ser avaliados antes de novas solturas em ambientes densamente ocupados.





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