“EPÁ” SANTANA LOPES! – Notícias de Coimbra – NDC
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Pedro Santana Lopes voltou a provar que há hábitos que nem o tempo, nem a política conseguem mudar.
Na emissão de 20 de julho do programa Percepções e Realidades, da NOW, o autarca da Figueira da Foz brindou os telespectadores com 12 sonoros “epá”, mantendo viva uma das expressões mais icónicas da política portuguesa.
O “epá” já faz parte da marca registada de Santana Lopes. Durante décadas, a interjeição acompanhou debates, entrevistas, campanhas eleitorais e comentários televisivos. Funciona como vírgula, ponto de exclamação, pausa para pensar e, por vezes, até como argumento.
A emissão teve uma particularidade: a moderação esteve a cargo de João Ferreira, substituindo Marisa Caetano Antunes, que habitualmente conduz o programa. Ainda assim, a boa disposição manteve-se em estúdio.
Recorde-se que por ocasião do seu 70.º aniversário, Santana Lopes tinha sido surpreendido em direto pela equipa da NOW com um ramo de flores, entregue por Marisa Caetano Antunes.
O antigo primeiro-ministro agradeceu o gesto e, fiel ao seu estilo descontraído, não deixou escapar um elogio ao visual da jornalista, num daqueles momentos televisivos que dificilmente passam despercebidos.
A cumplicidade entre comentador e jornalistas é evidente e faz parte do ambiente informal do programa. O que levanta, naturalmente, uma questão de elevada importância nacional — ou talvez não.
Será que André Ventura ficou com ciúmes?
Afinal, o líder do Chega também é conhecido por tratar muitos jornalistas por “tu”. Mas Santana Lopes parece ter encontrado outro caminho para conquistar simpatias: um elogio aqui, um ramo de flores ali e uma dúzia de “epás” pelo meio.
No fundo, talvez a política portuguesa devesse criar um novo indicador estatístico: em vez do défice ou da inflação, contabilizar os “epás” por intervenção.
Quanto ao famoso gelado que trazia uma pastilha, talvez seja apenas coincidência. Mas convenhamos: ouvir um “epá” de Santana Lopes continua a provocar a mesma expectativa de saborear um gelado até chegar à pastilha. Nunca se sabe o que vem a seguir.
