Eles se mudaram para uma cidade em Salta em busca de ar puro e agora recebem viajantes durante todo o ano.
Lucía e Mateo se mudaram para Molinos, em Salta, em busca de ar puro, silêncio e uma rotina menos acelerada. Na pequena cidade argentina, eles transformaram uma casa de adobe em hospedagem, passaram a trabalhar com produtores locais e hoje recebem ciclistas, famílias, fotógrafos e viajantes em diferentes épocas do ano.

Por que o casal decidiu deixar a vida urbana?
A mudança começou depois de um período marcado por trânsito, ruído e pressa. Lucía e Mateo queriam viver em um lugar onde pudessem organizar o trabalho de acordo com o ritmo do corpo, aproveitar mais o ambiente externo e reduzir a dependência da rotina imposta pela cidade.
Molinos trouxe uma adaptação concreta. Localizada a cerca de 2.000 metros de altitude, a cidade exigiu atenção ao clima seco, ao ritmo das caminhadas, às distâncias e aos dias em que sinal, energia ou acesso pelas estradas se tornam mais limitados.
Como surgiu a Casa Andina em Molinos?
Com a ajuda de moradores, o casal recuperou uma pequena construção de adobe na rua principal e abriu a Casa Andina. O projeto foi pensado como uma casa de acolhimento, com mesa compartilhada, informações sobre a região e contato direto com a cultura dos Vales Calchaquíes.
- a casa utiliza painéis solares para parte do consumo de energia;
- a água da chuva é recolhida para reduzir o desperdício;
- artesãos locais participam do fornecimento de peças e objetos;
- um fogão ao ar livre funciona como ponto de encontro;
- mapas feitos à mão orientam passeios e trilhas próximas.
O que os viajantes encontram durante a hospedagem?
A experiência combina acomodação simples, alimentação regional e momentos de convivência. Em vez de oferecer apenas um quarto, Lucía e Mateo procuram aproximar os hóspedes dos sabores, das paisagens e da rotina cotidiana do povoado.
Por que a hospedagem recebe visitantes em todas as estações?
O perfil dos hóspedes muda conforme o período do ano. Ciclistas chegam com maior frequência durante a primavera, fotógrafos procuram a luz do inverno, famílias aproveitam o clima do outono e mochileiros aparecem durante o verão.
Algumas pessoas também permanecem por mais tempo para trabalhar remotamente. Elas encontram conexão suficiente para tarefas profissionais e um ambiente com menos ruído, embora precisem considerar as limitações de infraestrutura próprias de uma cidade pequena e distante dos grandes centros.
A mudança para Salta transformou a rotina do casal
A vida em Molinos trouxe dificuldades que não aparecem nas imagens turísticas, como vento forte, poeira, deslocamentos demorados e eventuais interrupções de serviços. Lucía e Mateo aprenderam a planejar compras, respeitar o clima e contar com a colaboração dos vizinhos para resolver problemas cotidianos.
O projeto que começou como uma busca por ar puro e tranquilidade tornou-se uma forma de sustento ligada à hospedagem e ao turismo local. Ao receber viajantes durante todo o ano, o casal mantém a casa ativa e compartilha uma rotina construída entre adobe, montanhas, produtos regionais e relações próximas com a comunidade.
