Discord responde à AGU após Janja defender retirada do ar
Representantes do Discord se comprometeram a apresentar, até a próxima segunda-feira, 10, à Advocacia-Geral da União (AGU), um plano com medidas para ampliar a proteção na plataforma digital.
Em reunião nesta sexta, 7, o Discord discutiu medidas a serem tomadas pela rede para adequação a normas brasileiras que regulam plataformas.
A plataforma se comprometeu a assumir uma série de obrigações e responsabilidades na linha de dever de cuidado e proteção.
O encontro ocorreu após a da ex-primeira-dama, Janja da Silva, defender a retirada do Discord do ar no Brasil, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto.
O que disse Janja
O aplicativo, usado principalmente por adolescentes jogadores de videogame, combina chat de texto, canais de voz, chamadas de vídeo e transmissões ao vivo.
Na ocasião, Janja citou o caso de uma adolescente que teria tirado a própria vida durante uma transmissão ao vivo na plataforma.
“É um apelo que eu faço [tirar] o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma. A gente precisa encontrar instrumentos para isso acontecer. Ministro, eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet, no Discord e morrer e se enforcar. Eu não consigo admitir um país desse. Então a gente precisa encontrar os instrumentos legais“, afirmou Janja.
“Eu faço um apelo aqui para que a gente consiga.. esse não é um caso isolado, são muitos e muitos casos… e a gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar, horrorosa, que não é só com crianças e adolescentes, é principalmente também com mulheres. Desculpe o desabafo, presidente“, afirmou Janja.
Live no Discord
O caso citado por Janja envolve uma adolescente de 13 anos, de Naviraí (MS), que teria tirado a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord.
Nesta semana, a Polícia Civil do MS realizou uma operação contra os suspeitos. Ao todo, cinco adolescente foram apreendidos e um homem de 18 anos foi preso.
Todos os mandados de prisão e apreensão foram cumpridos em operação que envolveu cinco estados: Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro.
Os suspeitos são investigados por homicídio qualificado e organização criminosa.
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