Desenrola 2.0: pedidos para usar FGTS em dívidas já chegam a quase R$ 4 bilhões em solicitações
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- Governo federal lançou o Desenrola 2.0, permitindo que trabalhadores usem parte do FGTS para reduzir ou quitar dívidas bancárias.
- Mais de 3,3 milhões de pessoas autorizaram a consulta ao FGTS, somando aproximadamente R$ 3,88 bilhões em solicitações.
- O programa é destinado a quem recebe até cinco salários mínimos, tem dívidas contratadas até 31 / 01 / 2026 e atraso entre 90 dias e dois anos.
- Após autorizar a verificação do saldo, o trabalhador negocia o abatimento diretamente com a instituição financeira credora.
Quem possui dívidas bancárias e saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já pode utilizar parte desse valor para reduzir ou até quitar débitos por meio do Desenrola 2.0. A medida faz parte da nova etapa do programa federal de renegociação de dívidas e tem atraído milhões de trabalhadores em todo o país.
Segundo o governo federal, mais de 3,3 milhões de pessoas já autorizaram instituições financeiras a consultarem seus saldos do FGTS, em pedidos que somam aproximadamente R$ 3,88 bilhões. A autorização é o primeiro passo para verificar se há recursos disponíveis para serem utilizados na negociação.
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Quem pode participar
O Desenrola 2.0 é destinado a trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos e possuem dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.
Podem ser renegociados débitos como:
- cartão de crédito;
- cheque especial;
- crédito pessoal;
- outras modalidades bancárias contempladas pelo programa.
Leia: Desenrola 2.0: aumenta significadamente o número de brasileiros com as contas em dia
Como usar o FGTS para abater dívidas
O processo é realizado em parceria com a instituição financeira onde a dívida está registrada. O trabalhador deve autorizar a consulta ao saldo do FGTS e, após essa etapa, negociar diretamente com o banco.
O valor disponível para abatimento corresponde a até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o valor mais alto.
O passo a passo funciona da seguinte forma:
- autorizar a consulta ao saldo do FGTS;
- negociar a dívida com a instituição financeira;
- aguardar a validação da operação pela Caixa Econômica Federal;
- receber a confirmação do acordo.
Para garantir que o dinheiro seja utilizado exclusivamente na renegociação, a Caixa transfere os recursos diretamente para o banco credor.
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Descontos podem chegar a 90%
Além da possibilidade de utilizar o FGTS, o programa oferece condições especiais para renegociação. Dependendo da situação da dívida, os descontos podem variar entre 30% e 90% sobre o valor devido.
Os contratos renegociados também contam com juros limitados a 1,99% ao mês, percentual inferior ao praticado em diversas linhas tradicionais de crédito.
Leia: Novo Desenrola: saiba tudo sobre o programa do governo Lula para renegociar dívidas com até 90% de desconto
Pedidos já estão em análise
Os trabalhadores interessados podem continuar autorizando a consulta ao saldo do FGTS. Após o pedido, as instituições financeiras têm prazo para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa.
Somente após essa etapa os recursos são liberados para o abatimento dos débitos. Até o momento, milhares de operações já foram aprovadas e os primeiros repasses começaram a ser programados para os bancos participantes.
Leia: Saiba como autorizar o uso do FGTS para renegociar dívidas no Desenrola 2.0
Atenção antes de aderir
Especialistas recomendam que o trabalhador analise cuidadosamente as condições oferecidas pela instituição financeira antes de fechar o acordo. Também é importante lembrar que o uso do FGTS reduz o saldo disponível para futuras situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria e aposentadoria.
Por isso, a orientação é comparar as propostas de renegociação e avaliar se o desconto obtido compensa a utilização dos recursos do Fundo de Garantia.
