Denúncias contra Alcolumbre estão paradas no Senado

Denúncias contra Alcolumbre estão paradas no Senado


O Conselho de Ética do Senado, responsável por analisar denúncias de quebra de decoro parlamentar contra senadores, está sem funcionar desde julho de 2024. A paralisação ocorre em razão da falta de designação dos integrantes e da instalação do colegiado pela Presidência da Casa. A consequência é que pelo menos 19 representações ficaram sem qualquer análise, o que levou a oposição a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar o órgão.

Entre os casos que aguardam eventual análise estão nomes da base governista e da oposição, como Soraya Thronicke (Podemos-MS), Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES), Giordano (MDB-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO), Plínio Valério (PSDB-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM). O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também é alvo de representações que permanecem paradas.

A última reunião do Conselho de Ética ocorreu em julho de 2024. Desde então, o sistema legislativo registra o colegiado na etapa de “designação dos membros da comissão”, fase anterior à sua instalação formal. Sem a definição dos integrantes, o órgão não pode eleger um presidente, distribuir processos nem deliberar sobre qualquer representação.

Embora a atual paralisação ainda não tenha superado o maior período de inatividade da história do colegiado — quase quatro anos entre setembro de 2019 e março de 2023 —, ela ocorre em um contexto diferente.