Cury é o Marçal que toma Lexotan, e Lulinha tirou votos de Lula

Cury é o Marçal que toma Lexotan, e Lulinha tirou votos de Lula


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  • Augusto Cury, autor bilionário de livros de autoajuda, entrou na corrida presidencial como o candidato mais rico.
  • Na primeira semana de entrevistas na Globo e em horário eleitoral gratuito, ganhou destaque entre eleitores que rejeitam Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Sua proposta posiciona‑se mais à direita, gerando preocupação em Flávio Bolsonaro.
  • O crescimento da candidatura ocorre nas primeiras semanas da campanha eleitoral brasileira.

Augusto Cury é o Marçal que toma Lexotan. Um tipo conhecido de charlatão que, infelizmente, no Brasil, cresce como mato.

Autor de “O Homem Mais Inteligente da História”, “Armadilhas da Mente”, “O Vendedor de Sonhos”, “Você é Insubstituível” — livros de autoajuda que o tornaram bilionário —, Cury é o candidato mais rico da disputa eleitoral.

E conseguiu, nesta primeira semana de entrevistas na Globo e de horário eleitoral gratuito, se tornar o fenômeno deste começo de eleição.

Na pesquisa BTG/Nexus, Cury surge com 11%. Na Atlas, aparece com 7,8%. É um crescimento expressivo para uma candidatura que, até pouco tempo, não estava no centro da disputa.

O dado politicamente mais importante é de onde podem estar vindo esses votos.

Cury começa a ocupar um espaço entre os eleitores que não querem votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro. E, convenhamos, sua candidatura está muito mais à direita do que à esquerda.

Por isso, quem deveria estar mais preocupado com esse movimento é Flávio.

Ainda é cedo para saber se Cury terá fôlego para se consolidar ou se esse fenômeno será passageiro. Mas sua ascensão já muda a dinâmica da disputa porque introduz uma candidatura capaz de embaralhar o campo que parecia destinado a uma polarização mais direta.

Há, porém, uma questão que pode ser decisiva para o futuro da candidatura.

Cury ganhou cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram em apenas uma semana. É um crescimento extraordinário, que levanta suspeitas sobre o uso de influencers para impulsionar seu perfil.

Também há suspeitas de utilização de robôs.

Se essas suspeitas forem levadas ao Tribunal Superior Eleitoral e comprovadas por provas robustas, a consequência pode ser grave: a cassação do registro da candidatura.

Ou seja, existe a possibilidade de que uma candidatura que surgiu rapidamente também desapareça rapidamente.

Mas há outro dado das pesquisas que merece atenção: o fator Lulinha.

Segundo os levantamentos, 70% dos entrevistados disseram ter ouvido falar de Lulinha. E uma parcela significativa desse grupo parece acreditar nas denúncias que vêm sendo apresentadas pela mídia.

Isso confirma o que venho apontando aqui: o sistema Globo e a mídia em geral estão entrando com tudo para tirar a vitória de Lula no primeiro turno e dificultar sua vitória no segundo. E estão usando Lulinha para isso.

O cenário que se desenha, portanto, tem dois vetores de instabilidade: um candidato-surpresa de direita disputando o mesmo eleitorado de Flávio, e uma campanha midiática que já começa a converter manchetes em desconfiança nas urnas.




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