Cuba abre alguns setores da economia para empresas privadas

Cuba abre alguns setores da economia para empresas privadas


O governo de Cuba comunicou nesta quarta-feira, 29, a autorização para que a iniciativa privada gerencie postos de gasolina, farmácias e projetos de energia renovável. Em junho, o Parlamento havia ratificado 176 medidas favoráveis à economia de mercado, com o objetivo é atenuar a carência de suprimentos básicos e a estagnação econômica gerada por sanções externas.

Além do comércio de combustíveis e remédios, a flexibilização engloba terminais de carga, estruturas portuárias e mineração. Empreendedores também poderão atuar na importação de veículos e em operações petrolíferas sob condições específicas. Segundo informações oficiais, mais de 15 mil pequenas e médias empresas (mipymes) que operam na ilha, empregando mais de um terço da população ativa.

No setor habitacional, as novas diretrizes permitem que cidadãos possuam até dois imóveis urbanos e acessem financiamentos hipotecários. Na agricultura, embora a propriedade da terra permaneça estatal, o regime de usufruto será estendido para cooperativas e entes privados, nacionais ou estrangeiros. As mudanças buscam responder à realidade de uma população que enfrenta escassez de alimentos e itens essenciais.

Serviços essenciais sob tutela estatal

Apesar da abertura, o atendimento médico e a educação formal continuam como obrigações exclusivas do setor público. Além das áreas de comunicação, segurança, defesa e a indústria do tabaco. No entanto, atividades complementares, como cursos de idiomas, aulas particulares e creches, passam a admitir a participação de particulares.

Pressão externa e crise energética

O cenário de transformações é influenciado pela política de restrições dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. O regime comunista enfrenta bloqueios ao petróleo e sanções financeiras que resultaram em apagões generalizados e falta de água potável. Enquanto Trump afirma que a ilha representa uma ameaça à segurança americana, o ditador Miguel Díaz-Canel acusa Washington de tentar se apropriar do país por meio de uma política asfixiante.





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