Chamas não dão tréguas em Vouzela. Mais de 1.100 operacionais combatem incêndio
Foram classificados como ondas de calor os eventos de temperatura máxima do ar com valores acima da referência climatológica, “que ocorreram em fevereiro, março (duas), abril, maio e junho”.
O IPMA identificou, desde o início deste século, uma tendência crescente do número máximo de dias em onda de calor, destacando-se o ano 2009 com 93 dias, seguido de 2017 com 83 dias e 2023 com 80 dias.
Em 2025 registaram-se 74 dias em situação de onda de calor e 59 dias nos seis primeiros meses de 2026.
“Da análise efetuada aos mais recentes anos, é identificável que a constituição de onda de calor deixou de ocorrer apenas durante o verão, sendo cada vez mais frequente na primavera e, em alguns anos, também no inverno e no outono”, alertou o instituto.
“O IPMA recorda que a onda de calor mais marcante em Portugal continental continua a ser a de julho e agosto de 2003, tanto pela sua duração e extensão territorial, como pelos recordes de temperatura do ar registados”.
Entre estes últimos, destaca-se a temperatura máxima do ar de 47,3°C observada na estação meteorológica da Amareleja, “que permanece o valor mais elevado alguma vez registado no continente”.
Os dados “reforçam a importância da monitorização contínua destes fenómenos e da adoção de medidas de adaptação face ao aumento da frequência e intensidade dos extremos de temperatura”, acrescenta.
