CEO da Naftogaz pode ser próximo primeiro-ministro ucraniano – Observador

CEO da Naftogaz pode ser próximo primeiro-ministro ucraniano – Observador



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“Guerra Traduzida” na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.

Boa noite, António.

E começamos pela imprensa ucraniana. O CEO da Naftogaz pode vir a ser o próximo primeiro-ministro da Ucrânia.

É o que revelam duas fontes ao The Kyiv Independent. A nomeação de Shery Koretsky surge depois da reformulação do governo anunciada pelo presidente Volodymyr Zelensky, que levou também à demissão da primeira-ministra. De acordo com as mesmas fontes citadas pelo jornal, Zelensky propôs que Koretsky assumisse o cargo de primeiro-ministro durante uma reunião ainda no dia de ontem. Segundo uma fonte do Parlamento ucraniano, a nomeação deverá acontecer já esta quinta-feira. Naftogaz é a maior empresa estatal de petróleo e gás da Ucrânia.

E Laura, o novo pacote de sanções contra a Rússia está perto de ser aprovado.

É o que afirma a alta representante da União Europeia para os negócios estrangeiros e política de segurança. Kaja Kallas diz que ainda não há acordo para o 21º pacote de sanções contra Moscovo, mas assegura que está perto de ser aprovado. Numa conferência de imprensa depois do encontro com os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, a chefe da diplomacia lamentou ainda não ter sido alcançado um acordo. Ainda assim, Kaja Kallas sublinha a importância da inclusão de mais 250 indivíduos e empresas na lista europeia de sanções contra a Rússia. O jornal Kyiv Independent alerta que sem um acordo, existe o risco de a Rússia ser ilibada do controle de preços sobre as exportações do petróleo. Para que isso não aconteça, os países da União Europeia têm de chegar a um acordo no prazo de dois dias.

Nove países europeus lançaram uma coligação defensiva contra mísseis balísticos com a Ucrânia.

Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia anunciaram hoje a criação desta coligação, que tem como objetivo contribuir para uma capacidade europeia comum de defesa antimíssil. Num comunicado conjunto citado pela imprensa ucraniana, lê-se: “Acreditamos que a proteção da Europa exige uma solução abrangente na forma de uma arquitetura integrada de defesa antimíssil para dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis”. É a explicação dos nove países que, para já, fazem parte desta nova coligação. Uma coligação que será aberta a outros países que queiram aderir e que pretende estabelecer requisitos operacionais comuns, grupos de trabalho técnicos conjuntos, mecanismos de administração claros e também um roteiro para as capacidades operacionais.

E temos agora a notícia de um ataque russo que atingiu um terminal de autocarros em Odessa.

De acordo com a agência de notícias Ukrinform, três pessoas ficaram feridas. O ataque provocou vários incêndios em autocarros que estavam no local e quatro casas particulares ficaram também danificadas.

E Laura, entretanto, um outro ataque russo a um navio com a bandeira do Togo matou três pessoas.

O ataque russo atingiu o navio do continente africano enquanto este descarregava fertilizantes minerais. Para além das três vítimas mortais, há ainda registro de cinco feridos. De acordo com o jornal Pravda, a informação é avançada pelo vice-primeiro-ministro da Ucrânia, que indica que o ataque provocou também um incêndio na embarcação. Os cinco tripulantes feridos foram transferidos para o hospital, onde estão já a receber tratamento médico.

São então estas as principais notícias dos jornais ucranianos com a jornalista Laura Figueiredo. Voltamos já a seguir com a imprensa russa.





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