Benfica ataca com fato gala, Suárez até já mostra os dentes – Observador

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O Benfica vence nos Barreiros, o Sporting vence em Alvalade. Luís Soares até já sorri e o certo é que nenhum dos três grandes deslizou esta jornada. Vamos analisar ao pormenor o que sai destas duas partidas na edição deste domingo de “O Campeão É”. Hoje repetimos a mesma fórmula do programa de sábado com o João Pinto, o Pedro Henriques e também o Luís Pinto Coelho. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o João Costa e Silva. Vamos começar pelo Benfica, que vence por 3 x 0 na Madeira, bis de Leandro Barreiro e com mais um gol para o menino Prestianni. João Pinto, bom dia. Um jogo que passou demasiado tempo no 1 x 0. O Benfica começou a todo o gás, é certo, sofreu no início da segunda parte e fechou a partida depois das substituições de Marco Silva. É uma equipa que parece cada vez mais confiante e isso nota-se muito em parte também por essa confiança e pelas excelentes exibições de Prestianni. Leandro Barreiro também esteve muito bem, é certo, mas é um jogador que do ano passado para este nota-se um crescimento e, acima de tudo, muita confiança naquilo que está a fazer ao serviço do Benfica.
Olá, bom dia. Sim, realmente foi um miúdo que cresceu durante o verão. Não sei o que ele fez, mas o que fez foi bem feito e quem o ajudou, o Benfica fica eternamente agradecido, porque realmente parece outro jogador. Muito confiante, muito pouco distraído com as incidências do jogo. Já não reclama com ninguém, já não vai aos mainhos à volta do árbitro. Está focado no futebol dele, está em grande forma. É realmente um miúdo que tem muito talento e que está farto de marcar golões. Já dobrou o número de gols dele do ano passado. Tem uns números malucos. Mas o grande destaque para mim de ontem foi aquele meio-campo. O Palhinha e o Barreiro são realmente uma força diferente, que o Benfica tem no meio-campo muito mais contato, muito mais força. O Benfica faz muitas recuperações de bola, não joga com sapatos de cristal. Se o jogo e se o relvado estavam pra luta, é pra luta. E o Benfica entrou nessa versão de defender, de fato macaco e atacar, de fato de gala, que muito me encantou, especialmente na primeira parte. Depois houve um período de menor rendimento no início da segunda, em que a responsabilidade também é do Marítimo, que também estava a jogar e que foi pra cima e tentou tudo. Mas depois da entrada do Schjelderup, com a passagem do Prestianni para trás do ponta-de-lança, realmente o Benfica dominou o jogo, marcou dois gols, criou mais oportunidades, passou uma versão de futebol champagne muito bonita, mesmo naquele relvado, e portanto muito agradado com aquilo que vi ontem do Benfica.
Há aqui esta questão e a lesão de Bah. Tivemos Kaminski também a ser adaptado a esta posição. E sabemos que Daniel Banjaki teve um problema com uma pequena lesão, pode não estar 100% para desempenhar esta função. O Benfica joga na quarta-feira, no terreno do Moreirense, uma equipa que fez a vida negra ao futebol do Porto. Banjaki pode assumir realmente o lugar para já, João Pinto, ou Ochs pode ser uma opção, se bem que também ainda não está 100%? Como é que Marco Silva vai resolver isto?
A questão do Ochs é sempre a questão física. Vir da lesão e já estar pronto, já estar apto. Ele estava no banco ontem, portanto, à partida poderia entrar. Acho que foi uma boa solução não o colocarem com aquele relvado. Um jogador que vem de um problema com o joelho, estarem a colocá-lo naquele relvado é estarem a dizer olá à recaída. O Banjaki, quanto a mim, é um jogador que ataca muito bem, está pronto do ponto de vista ofensivo, mas do ponto de vista defensivo, precisa de mais uns mesitos na segunda liga a tentar perceber como é que a coisa se faz. É claro que é sempre tempo de arriscar nos miúdos. O miúdo tem muita qualidade, mas acho que ele beneficiava em não ser já exposto, porque ainda tem algumas lacunas defensivas, mas se tiver que ser, vem do rapaz.
É precisar tempo ao tempo. Luís, ontem falávamos da dificuldade desta partida, até porque o Marítimo está a fazer um bom arranque neste campeonato. O certo é que Samuel Soares praticamente não teve trabalho. É para ti uma vitória justa para o Benfica, por aquilo que se passou em campo?
Olá, bom dia. Sim, justíssima. A expressão que o João Pinto teve é muito feliz na questão do atacar com fato de gala e defender com fato de macaco. Acho que foi muito isso. O Benfica, quando teve que meter o pé e ser incisivo nos duelos, foi, mas depois também teve criatividade a atacar. E Prestianni está muito bem, está confiante, está a desequilibrar a equipa. Sudárkov continua a ser um jogador que está mais apagado naquele setor ofensivo.
Mas vai-se mandando oportunidades.
Sim, e eu percebo, porque é um jogador que se calhar equilibra a equipe, porque pensa muitas vezes como terceiro médio, só que ofensivamente não tem números. E quem joga naquela posição, normalmente tem gol, tem assistência, e ele tem que acrescentar isso ao jogo dele, como o Prestianni acrescentou esta época. E o salto que o Prestianni deu é esse, é acrescentar gol e assistências, que era algo que também não tinha muito, e um jogador que joga naquela posição tem que ter. Mas é uma exibição consistente do Benfica, isso não há dúvidas. É sempre num campo difícil, aquele clima também não é fácil. E o Benfica esteve aí, foi uma exibição bastante positiva, parece uma equipa a ganhar confiança.
Pedro Henriques, concordas com isto? O homem dos pontos, que traz sempre vários pontos quando temos aqui partidas. Quantos são hoje e se concordas também com o Luís.
Sete pontos.
Se concordas também com o Luís e com o João, se este Benfica está realmente a ganhar confiança nesta edição do campeonato
Sim, claro que sim. Claro que eu vou dizer uma coisa que, por exemplo, a malta não gosta, que é: se calhar, faltam aqui verdadeiros testes, mas este já foi um bom teste para o Benfica, para o Sporting, para o Porto. Agora a coisa é que vai começar a aquecer e penso que até foi o João Pinto que disse algures aqui uns programas atrás, e com muita razão, que isso só vai começar quando começarem a jogar de três em três dias ou de quatro em quatro dias.
Foi a semana passada.
Pronto, isso já começou, obviamente que é importante. Sobre o jogo: ponto um, batatal. Era só isso que eu queria dizer. Ponto dois, Prestianni. E o Prestianni, afinal, é compatível com o Scheldrup. Estavam a dizer que é ou um ou outro. Deixem-se disso, os jogadores quando têm qualidade e quando estão em forma, cabem todos no mesmo plantel. Até o Rodrigo Mora. Depois, a questão do Barreiro. E por que o Barreiro? Primeiro, porque fez o bis e isso é sempre importante. A dimensão que o Palhinha deu ao Barreiro. Vejam lá quantas bolas o Palhinha recuperou ontem, campeão de recuperação de bolas. Recuperar não é defender, nem destruir, é equilibrar a equipe. E de que maneira. É um Benfica que ganha claramente, mas atenção, o Marítimo subiu à primeira liga, não sei se eram 10 mil pessoas que lá estavam, independentemente da muita massa adepta que também o Benfica leva aos jogos. Sente-se que ali há gente da Madeira e do Marítimo. Eu acho que isso é bonito e faz falta ao nosso futebol. E o estádio estava cheio, estava composto. Finalmente, não sei se já tinha falado no batatal. Se não falei, volto a falar, mas acho que sim. É inconcebível nós começarmos na Supertaça, em que o próprio Porto queixou-se, e com razão, e obviamente o Torreão também, das condições em que foram jogadas a Supertaça. André Villas-Boas esta semana falou exatamente disso, de muitas coisas que se vão fazendo no futebol, e eu concordo com as festas e com os summits, essas coisas todas. Eu sou muito a favor disso, porque aí aprende-se muito e fala-se muito, mas mais do que summits e de festas e galas, vamos ter agora uma em setembro, é pensar nos mesmos problemas de sempre que andamos aqui a falar. Quando eu me estreei na Primeira Liga a apitar o Santa Clara-Braga, há 26 anos, já se falava que o campo do Santa Clara, condições, etc. 26 anos depois, volta-se a falar. Eu passei para o Santa Clara, mas agora estamos a falar do Marítimo, já falámos outro dia da Supertaça, falámos outro dia do estádio da Amadora e andamos nisto. É inconcebível, não consigo compreender.
Lembrava ontem também um dos nossos ouvintes em podcast que já Mourinho também falava desta questão no ano passado, quando era treinador do Benfica. O Benfica que, em termos de classificação, fica com 10 pontos, tem esse jogo em atraso frente ao Moreirense, que vai acontecer já na quarta-feira. O Benfica que, a par do Sporting, é o melhor ataque, tem 14 gols marcados, sabendo ainda que o Benfica tem esse jogo em atraso e pode ainda somar mais e ficar na frente nesse requisito. Vamos agora ao Sporting, que recebeu e venceu o Nacional em casa, vitória por 2 x 0, com gols de Luís Suárez, através da marca de pênalti, e ainda do miúdo Flávio Gonçalves. A grande novidade, Luís, é que Suárez já sorri para as câmaras. Já vamos às declarações que fez no final do jogo, até porque esclareceu aqui alguns pontos. Mas antes pergunto-te, é um jogo com pouca história, um Nacional fragilizado, também como já tínhamos falado ontem. O Sporting acabou por gerir bem o jogo e levar daqui os três pontos.
Sim, não há muita história. O Sporting ganha bem, não há dúvida disso, embora eu, por exemplo, tenha gostado mais da exibição do Benfica do que da exibição do Sporting. O Sporting abre o marcador com uma infantilidade, um pênalti infantil, e depois foi gerindo. O Nacional também nunca criou tantos problemas e deu para gerir, jogar em casa, em estádio cheio, também dá algo mais facilitado do que jogar fora, é sempre na liga portuguesa, mas é uma vitória justa, não há dúvidas disso, com alguns apontamentos interessantes, mas também não foi uma exibição de nota artística muito alta. Foi suficiente, mais, deu para ganhar. É verdade que também agora vem a Liga dos Campeões, isso muitas vezes depois do jogo estar controlado, na mente dos jogadores, isso também pesa, mas é uma vitória justíssima.
João Pinto, como dizia aqui o Luís, uma exibição sem entusiasmar, mas com domínio completo do Sporting. Algum aspecto ou jogador que queiras destacar nesta vitória dos Leões por 2 x 0?
O Johan Nunez, a quem continuam a ser dadas oportunidades e parece que isto não está para ele, coitado. A dada altura, nós estamos a ver o jogo e estamos a ver os comentários e as crônicas e não sabemos muito bem se devemos assinar por baixo ou dar um abraço ao homem, porque realmente não tem sido fácil para ele. E o Rafael Nelo, que tão bem esteve na pré-época, também vai vendo, também vai espreitando e vai pensando: “Bem, quando é que chega o meu dia?” Tirando isso, foi um jogo que me fez lembrar aqueles combates de boxe, em que a dada altura quem está a ganhar baixa os punhos e começa a dizer: “Dá tu também, que é para ver se isto despista”. Mas realmente era um Nacional com pouca pólvora, um Sporting que marcou depois de insistir muito, já merecia um a zero e estava farto de merecer quando marcou o primeiro. O segundo veio logo abrir a segunda parte e depois foi testar a malta do banco, ver o que é que havia no banco. Não trouxeram muitas ideias, mas acabou por ser uma vitória justa.
Pedro Henriques, o Sporting que joga já na próxima quarta-feira, assim como o Porto, mas joga na quarta frente ao Galatasaray, recebe em casa esta equipe turca, o campeão turco. Rui Borges sentiu a necessidade também de gerir a equipe face a esse encontro?
O João Castro foi dizendo, e muito bem, que grande parte, se não quase todas as substituições foram feitas. Aliás, é por isso que, a dado momento, o Zalazar saiu, porque também é muito normal. E saiu para dizer o quê? Para dizer que as substituições já foram feitas, porque não obstante o 2 x 0, o tal resultado perigoso, eu diria que aquilo que mais se sentiu no jogo foi que o Sporting sempre o jogou controlado. Ou seja, mesmo sendo o resultado perigoso, 2 x 0, enquanto, por exemplo, em outros jogos, como foi contra o Vitória Esporte Clube, como foi contra o próprio Estrela da Amadora, sentia-se que aqueles 3 x 0, no Vitória Esporte Clube, e o 2 x 0 frente ao Estrela não estavam seguros E percebeu-se isso. Agora acho que sentiu-se essa segurança. Percebia-se que o Nacional tinha pouco para poder fazer e para poder ferir. E o Sporting fez as substituições nesse sentido. E aqui números são indiscutíveis. Além dos 67% de posse de bola, 12 pontapés de canto a zero e, sobretudo, os 19 remates contra três ou os oito contra dois enquadrados, diz muito daquilo que o Sporting fez e daquilo que não foi feito em modo contrário. Só terminando com isto, gostei do Debast, acho que esteve muito bem, o Maxi sempre em alta rotação, às vezes até um bocadinho exagerado. E depois, acima de tudo, o Suárez, que eu acho que ontem em Alvalade poderíamos ter dito que foi dia de ortodontia, portanto, foi dia de dentista, porque o Sporting mostrou os dentes, o Suárez mostrou os dentes, toda a gente mostrou os dentes, e portanto, no sentido da raça e sobretudo daquele sorriso que ele deu e depois, uma vez mais, as justificações. E há uma coisa que a gente sabe, quanto mais te justificas, por muita razão que tenhas, é porque alguma coisa não fizeste bem feito e portanto sentes necessidade da justificação sobre a justificação. E ele já deu o cheirinho. Ah, pois, realmente, a cabeça na Turquia e tal, lá com aquela questão da candidatura, etc.
Vamos aí falar sobre essas declarações.
Não, é só isso. Eu passo a palavra para os meus colegas. Ele sente que alguma coisa não foi feita como se calhar devia ter sido feita e está, de alguma maneira, a tentar minorizar e desvalorizar, como o próprio treinador do Sporting também percebe. Diz: “Ah, isso nunca mexeu, comigo nunca mexeu”. Portanto, estão a tentar minorizar e desvalorizar. Mas houve novela, houve caso e, como foi dito aqui por todos nós, acho eu, de maneira geral, o milagre positivo para o Benfica, ou melhor, o remédio, ou a vitamina, ou como queiras chamar, era o dia 4. Dia 4 não, quando é que acabou?
Foi dia 4. Sim, sexta-feira.
Foi dia 4, exatamente. Por quê? Porque estava ainda em mercado aberto do Brasil, da Arábia. Mas percebia-se que este mercado fechando, pelo menos a malta até janeiro vai estar com a cabeça no sítio. E isto foi o melhor para o Sporting, neste caso concreto que estamos a falar do Sporting.
Sobre estas declarações de Luís Suárez, falou no final da partida, realçou esse mês difícil que viveu. Falou do festejo, diz que sorri sempre e que o Mister também fez questão de enaltecer isso. Sobre o mercado, diz que se fala de muita coisa, de muitas opções. E falou também desse acordo com o candidato à presidência do Fenerbahçe. Garante que não diz mentiras e que o presidente foi claro com esse tema quando falou sobre isso mesmo. Garantiu que aconteceu mesmo e que consegue ser homem para o admitir. Luís, temos aqui vários pontos. O Pedro Henriques também já falava desta questão de ser uma novela, e foi. O certo é que sabemos que o empresário de Luís Suárez andou à procura de alternativas, de outros clubes para poder encaixar o seu jogador, não é? Esteve bem nestas declarações e o facto de voltar a sorrir é também tentar uma reconciliação com os adeptos leoninos.
Eu relembro aqui o que o presidente do Sporting disse na Feira do Livro. Quem eram os responsáveis por esse problema do Luís Suárez. Mais uma vez mentiu. Afinal, parece que o responsável é a cabecinha do Luís Suárez e o problema que tem ou não com o seu empresário de lhe arranjar clube. Não são outros clubes que estão a muitos quilómetros de distância. Eu acho que obviamente que ele agora vem falar porque já fechou o mercado. É tão simples quanto isso. E depois faz aquele número de que está a sorrir. Se tivesse tudo resolvido, não precisava de fazer nada, nem de expressar nada, como é evidente. Estas declarações dele a assumir a culpa, tinha feito isto há um mês e meio. Não fez porque estava à espera de sair do Sporting. Era o que ele queria. Só que não aconteceu. Agora tem que trabalhar e, no mínimo, até janeiro, estar caladinho, jogar bem e render. É tão simples quanto isso, mas queria deixar a nota para a questão do presidente do Sporting. Já tinha mentido com a questão de Uhlmann, voltou a mentir na questão do Luís Suárez, parece que é um padrão.
João Pinto, concordas aqui com o Luís? Falou-se muito de Luís Suárez, dessa novela que foi alimentada, tanto na imprensa, mas também até pelo próprio presidente e pelo empresário do jogador. O que é que sai daqui depois destas declarações e se os adeptos têm também razões para ficarem mais calmos depois daquilo que ouviram ontem da boca do Luís Suárez?
Eu estava a ouvir o Pedro Henriques e realmente a fazer esse paralelismo com as relações pessoais. O Luís Suárez foi tentado a sair de casa e a relação nunca mais vai ser a mesma. E a questão é essa. Os adeptos do Sporting, que este ano se viram privados de algumas das suas estrelas, saiu o Pote, saiu o Trincão, saiu o Uhlmann, tinha sido o Gyökeres no ano passado, e esses sim, jogadores a quem os adeptos tinham muito amor. Este ano, o Luís Suárez, depois de um ano, faz logo esta traiçãozita. Se já tiveram que se separar de amores muito maiores, presumo que com este vai ser esta relação falsa até ao momento em que o Luís Suárez decidir sair e espero que o Sporting saia por muitos milhões, mas definitivamente a relação nunca mais vai ser a mesma.
Ele que garante que agora está com a cabeça no Sporting e está focado no clube de Alvalade e que são águas passadas. Ontem, em termos de campeonato, tivemos mais jogos. O Estrela da Amadora empatou a dois com o Famalicão. Destaque para o avançado do Estrela, não sei se têm estado atentos, Luca Antonetti, que tem apenas 23 anos e que já leva quatro golos nesta edição do campeonato. Está aqui empatado com Luís Suárez. À frente há também Pavlidis Que leva cinco gols. O Braga que venceu o Alverca por 2×1. Triunfo também importante para os bracarenses, que têm dois jogos em atraso nesta edição do campeonato. Hoje há Santa Clara e Rio Ave, Vitória-Casa Pia às 18h e ainda Gil Vicente-Académico de Viseu às 20h30. Lá fora, e se calhar estes duelos vão entreter a vossa tarde, João Pinto, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Temos Rubén Amorim com um teste de fogo no jogo frente à Juventus, o Barcelona que entra em campo frente ao Valencia e na Premier League, destaque para o derby londrino entre Arsenal e Chelsea. Alguns destes jogos vão ser acompanhados por vocês com especial interesse, João Pinto?
Tenho alguma curiosidade de ver o Arsenal e Chelsea, mas já ontem foi uma barrigada. Já ontem tivemos Paebola que nunca mais acabava, desde o Fenerbahçe-Beşiktaş ao Inter-Nápoles.
O Fenerbahçe é que perdeu com o Beşiktaş.
Sim, o Inter ganhou ao Nápoles, o Ajax e PSV. Tivemos jogos a tarde toda, a noite toda. Às vezes isto do stand up tira-nos boas horas à frente da televisão.
Luís, Rubén Amorim com um teste também muito interessante frente à Juventus e com o Milan, que está a ter um bom início de temporada.
Sim, é um jogo que eu vou ver. Eu gosto muito da Série A italiana. Ontem também já fui picando o Roma-Atalanta, que também foi um jogo interessante.
Foste matar saudades do teu menino d’ouro.
É a minha equipa em Itália, sempre gostei muito da Roma e obviamente quero que o Rodrigo Mora tenha sucesso, isso é evidente. Mas ontem conseguiram virar a partida, fazer uma remontada. E estão bem, no topo da classificação. E hoje vou seguir esse jogo, a questão do Milan com a Juventus, acho que pode ser um jogo interessante e um bom teste também para o Rubén Amorim, que proximamente também vamos ver a jogar contra o Benfica. É um jogo interessante para hoje.
No futsal, ontem, e acredito que o João Pinto não queira muito falar sobre isto, sorriu para os Leões, já depois do prolongamento, vitória por 3×2. No feminino, venceram as Encarnadas, o Benfica venceu o Nuno Alves por 3×1, ergueu a décima Supertaça em 12 edições da prova. Hoje, Pedro Henriques, Supertaça feminina com o Futebol Clube do Porto e Benfica, na luta pelo primeiro troféu da época. É um Benfica muito consolidado, um Porto a tentar crescer ainda mais nesta modalidade. Acreditas que ainda assim será para o Benfica, que tem tido a hegemonia deste futebol feminino?
Aproveito e posso dar já as minhas notas de campeão.
Vamos a isso.
Estás a fazer-me perguntas que batem exatamente nisso tudo. Em relação à Supertaça feminina hoje, espera-se sempre um grande espetáculo naquilo que é a promoção do futebol feminino. Repara que lá fora, por causa de uma operadora ter saído, foi o caso de Espanha, do futebol feminino, foi difícil para vender os direitos e, portanto, o futebol feminino precisa de projeção e, por exemplo, em Portugal, que está a crescer, precisa de televisão também, precisa destes espetáculos e precisa que as equipas, que não o Benfica, que realmente vai manter a hegemonia, se tornem cada vez mais fortes no sentido de competitividade. Claro que o adepto quer é sempre o seu clube a ganhar, percebo isso, mas é importante que, neste caso, o Futebol Clube do Porto está a dar os seus primeiros passos, embora já mais consolidados no caso do futebol feminino, que realmente surja, apareça, comece a se tornar cada vez mais competitivo, até porque este ano vai estar também na divisão principal. Acho que o Benfica continua a ser favorito, mas confesso que estou expectante, porque também não tenho bem a certeza do que valem as equipas nesta fase, embora acho que o Benfica é claramente favorito em relação a todas as equipas em Portugal de futebol feminino. Depois, as minhas notas de campeão vão efetivamente para as Supertaças, vitória do Sport, vitória do Benfica. Claro que o masculino tem sempre um pouquinho mais de impacto. Benfica com o Nuno Alves em femininos é sempre aquele grande dérbi. No masculino, muito fair play. Acho que isso foi relevante e importante num jogo também com bastante intensidade e que é importante haver este equilíbrio. Também estamos à espera que o Futebol Clube do Porto, que também agora começou a dar os passos, também apareça o quanto antes, porque é fundamental. Queremos que não, num país que vive muito deste tripartido de Benfica, Porto, Sporting, é importante que estes clubes também apareçam nas respectivas modalidades. Vou dar nota 18 às duas Supertaças em si e 20 aos vencedores, obviamente. E finalmente, só dizer que todos esses jogos que mencionaste hoje, que realmente fazem parte do menu, empatam todos no placar, isto hoje não falha.
As tuas apostas aqui. Luís, vamos também às tuas notas.
Vou dar um 18, obviamente, ao futebol feminino do Porto, em jeito de incentivo. É um projeto que eu gosto muito e tenho muito carinho, até porque conheço bem a pessoa que está à frente do projeto do futebol feminino do Porto, foi meu professor. E acho que o Porto está a crescer e de forma sustentada e este ano acredito que vai fazer uma época muito interessante na primeira divisão. E depois um 20 para o Leandro Barreiro, porque é aquele jogador que se fosse pelas redes sociais, já tinha saído do Benfica há muito tempo. Só que o futebol é muito mais do que isso. E é por isso que ele jogava com Bruno Lage, jogava com Mourinho, agora joga com Marco Silva. É aquele jogador que todos os treinadores gostam de ter e fez ontem mais uma grande exibição.
E chegou-se a falar da Arábia neste mercado de transferências para Leandro Barreiro, poderia ser um mercado em que pudesse sair e dar cartas. João Pinto, fechamos contigo e com as tuas notas.
Nota 14 para o Benfica, que cumpriu, vencendo fora por três gols sem resposta no relvado, que não devia ser permitido em ligas profissionais. Nota 16 para Prestianni e para o Barreiro, nota 15 para o Sporting pela Supertaça no futsal e 15 para o Benfica pela Supertaça no futsal. E depois, nota 15 para a final da Supertaça do futebol feminino, que realmente só é pena ser às 17h15, num dia de calor. Vamos lá ver se o calor não estraga o clássico.
As notas do João Pinto, do Luís Pinto Coelho e do Pedro Henriques nesta edição de domingo de “E o Campeão É”. Amanhã há mais, depois do Jornal da Uma.
