As notícias das 22h – Observador

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RTP9, em Faro. Jornal das 10 com Laura Figueiredo. Laura, Donald Trump diz que apesar de o Irão ter um presidente, ninguém quer assumir o cargo no país.
Numa conversa com jornalistas na Sala Oval, Donald Trump voltou a afirmar que a primeira e a segunda vagas da liderança iraniana desapareceram. No entanto, reconhece que o Irão tem, efetivamente, um presidente, Masoud Pezeshkian, nunca renunciou às funções e é ainda chefe de Estado desde 2024. Sobre as negociações, Donald Trump reiterou que estão a ser fantásticas, não adianta muito sobre o futuro destas negociações, diz apenas que a guerra no Irão está a correr bem e que as coisas correm bem também no Estreito de Ormuz, que está totalmente aberto. O presidente norte-americano referiu ainda que os fundos descongelados ao Irão nas últimas horas serviram para comprar comida, exclusivamente comprada aos agricultores norte-americanos.
Falamos agora do chumbo da reforma laboral. O PCP diz que o governo não aprendeu a lição.
O secretário-geral do Partido Comunista participou hoje numa marcha no centro de Lisboa, convocada pelo PCP, que juntou largas centenas de pessoas para assinalar o chumbo da proposta laboral no Parlamento. Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo diz que o governo começou a cavar uma derrota social e política com a legislação laboral.
É pena o governo não ter aprendido com a lição. E portanto, se o governo insistir, de forma em bloco ou às fatias com o pacote laboral, vai ter o mesmo desfecho que teve durante este último processo. Começou a cavar a sua derrota social e política com o pacote laboral. Se quiser insistir, vai abrir ainda amanhã mais um buraco.
Numa referência ao partido liderado por André Ventura, Paulo Raimundo defendeu ainda que a mobilização dos trabalhadores foi de tal forma intensa que obrigou alguns a decidir fazer o que nunca desejaram alguma vez fazer.
Laura, o Bloco de Esquerda pede a saída da ministra do Trabalho depois do chumbo do pacote laboral.
Uma exigência de José Manuel Pureza depois de uma audiência esta tarde com o presidente da República, no Palácio de Belém. O líder bloquista reagia assim ao anúncio de Maria do Rosário Palma Ramalho, que no Congresso do PSD deixou claro que ainda não desistiu de aprovar a reforma do Código do Trabalho.
Uma ministra que apostou tudo, com o patrocínio do primeiro-ministro, em fazer do pacote laboral o seu legado ao país, diante da derrota, que já era uma derrota face aos sindicatos, que já era uma derrota face à opinião pública, acrescenta uma derrota face ao Parlamento, não tem outra alternativa senão procurar outro trabalho.
José Manuel Pureza, que acusou também o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar o processo da revisão constitucional para favorecer um eventual entendimento entre Chega e PSD.
Também esta tarde, no Palácio de Belém, o presidente da República condecorou o antigo presidente do Tribunal Constitucional com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Homenagem a José João Abrantes, que decorreu esta tarde no Palácio de Belém. António José Seguro elogiou o papel do ex-presidente do Tribunal Constitucional em alturas difíceis para o Palácio Ratton.
Eu próprio, ainda com curto mandato como presidente da República, fui testemunha direta dos contributos relevantes que prestou ao longo desse percurso, em especial num momento particularmente singular e desafiante da vida da instituição, que exigiu ponderação, firmeza e elevado sentido de responsabilidade.
O elogio deixado pelo presidente da República. Já José João Abrantes liderou o Tribunal Constitucional sem que todos os lugares de juízes estivessem preenchidos durante vários meses. Agora, na hora da saída, fala em sentimento de dever cumprido.
O cargo de presidente do Tribunal Constitucional trouxe-me uma honra enorme, a maior de toda a minha vida profissional, mas trouxe também pesadas responsabilidades. Espero ter conseguido estar à altura dessa honra e dessas responsabilidades. Aqui neste tribunal aprendi muito, inclusivamente sobre mim próprio nestes seis anos. Saio com a consciência do dever cumprido.
José João Abrantes, condecorado pelo presidente da República. Na sala dos embaixadores no Palácio de Belém, estiveram também presentes figuras como Manuel Alegre ou o procurador-geral da República, Amadeu Guerra. Já o governo fez-se representar pelo secretário do Estado-adjunto e da Justiça.
E o ministro da Presidência considera que a imigração está hoje controlada. É a reação aos dados divulgados hoje sobre os residentes em Portugal pelo Instituto Nacional de Estatística.
Os novos dados mostram que Portugal tem mais de 11 milhões de cidadãos, mais de 1,5 milhão são estrangeiros. António Leitão Amaro afirma que o controle migratório está a produzir efeitos e defende que sem as alterações introduzidas em 2024, o peso da população imigrante poderia ser superior.
O governo não governou na imigração com base em percepções. O governo mudou políticas porque eram necessárias, porque a imigração estava descontrolada, e esta mudança de política resultou. Hoje, a imigração estabilizou, a economia continua a ter acesso à mão de obra. As portas não estão já nem escancaradas, nem todas fechadas.
António Leitão Amaro defende que antes dessas medidas, a imigração, sim, estava descontrolada. Apesar do crescimento populacional impulsionado pela imigração, os dados do INE mostram que o envelhecimento continua a aumentar no país.
Quanto ao mundial de futebol, a esta hora joga França frente ao Iraque.
A vice-campeã mundial tenta a qualificação para a próxima. Para isso, tem de bater o Iraque. Do outro lado, a seleção iraquiana procura a primeira vitória de sempre num campeonato do mundo. O jornalista Diogo Varela está aqui em estúdio a acompanhar este jogo. Diogo, boa noite. Há alertas meteorológicos para a cidade de Filadélfia, onde acontece este França-Iraque.
Sim, mas felizmente o jogo, para já, prossegue. Há esse alerta, efetivamente, Laura, e nós bem sabemos o que aconteceu no mundial de clubes, que também aconteceu nos Estados Unidos. Muitos jogos interrompidos, seja à partida ou já com o jogo a decorrer. Para já, aqui, cinco minutos de jogo em Filadélfia e olhando para a meteorologia, parece favorável à prática desta modalidade, que é o futebol. Ainda assim, há esse alerta e esse risco para uma eventual interrupção na partida. De resto, França e Iraque ainda a zeros
Ninguém conseguiu marcar nestes cinco minutos iniciais. É um jogo inédito entre as duas seleções. Nunca se tinham defrontado. A França vem do triunfo por três bolas a uma sobre o Senegal. O Iraque perdeu frente à Noruega por quatro bolas a uma. Foi, de resto, a primeira derrota de uma seleção asiática nesta edição do Campeonato do Mundo de 2026. Como não seria de esperar, todos os olhos, todos os focos estão em Kylian Mbappé, o capitão francês, ele que vai tentar dar continuidade aos dois gols que marcou na primeira jornada e ainda por cima depois desse show de Lionel Messi, como tivemos há instantes.
Jornalista Diego Varela a analisar os primeiros minutos deste jogo França-Iraque.
Ora vamos agora a outras notícias em destaque a esta hora.
O ex-secretário de Estado de José Sócrates vai ser julgado no caso das PPP. Quatro anos e meio depois da acusação do Ministério Público, Paulo Campos foi notificado pelo Tribunal Central de Instrução Criminal para ir a julgamento, em causa está o alegado benefício de várias concessionárias rodoviárias, na negociação das subconcessões e na renegociação de vários contratos de autoestradas sem custos para o utilizador. Este é um artigo assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, também pelo jornalista João Paulo Godinho, que pode ler com mais detalhe em observador.pt. A Associação Portuguesa de Médicos de Família Independentes critica a ministra da Saúde por atribuir parte da pressão no SNS ao aumento da imigração. A associação lamenta a falta de medidas para dar resposta aos utentes sem médico de família e acusa a ministra de usar os imigrantes como justificação. A organização lembra que existe mais de 1,5 milhão de pessoas sem médico de família e acusam também o governo de não avançar com as medidas previstas para reforçar os cuidados de saúde primários. A Câmara de Coimbra vai atribuir a chave de honra da cidade à ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, município liderado pela socialista Ana Brilhosa, considera que a ministra teve uma atitude exemplar na forma como acompanhou a situação das cheias do Mondego este ano. A autarquia vai ainda distinguir outras personalidades em instituições com medalhas da cidade, como o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. Os prêmios vão ser entregues no dia 4 de julho, dia de Coimbra.
Laura Figueiredo com o Jornal das 10.
