As notícias das 11h – Observador

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Das notícias. Jornal das 11 com José Rafael Lopes. A NATO diz que está a trabalhar com os Estados Unidos para entender a decisão do Pentágono de retirar 5 mil soldados das bases militares da Alemanha.
Uma porta-voz da NATO escreve na rede social X que os representantes da Aliança Atlântica estão a conversar com a Casa Branca. Além disso, adianta que esta decisão por parte dos Estados Unidos reforça a necessidade da Europa continuar a investir em defesa e assumir mais responsabilidades nas garantias de segurança dos aliados. Recorda ainda a porta-voz da NATO que os aliados europeus concordaram em atingir a meta dos 5% do PIB em defesa.
Já a Alemanha, Zé, diz que esta decisão era previsível.
É o que diz o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que afirma que a presença dos soldados norte-americanos na Europa servia os interesses dos Estados Unidos, bem como o interesse da Alemanha. E, tal como a NATO, pediu aos aliados europeus que assumam mais responsabilidades pela própria segurança. É a reação de Berlim ao anúncio do Pentágono, que vai deslocar 5 mil soldados da Alemanha. Em comunicado, o Pentágono garante que a decisão foi tomada depois de uma análise minuciosa da presença do departamento militar na Europa.
Na análise, a investigadora Mafalda Pratas diz que esta decisão da Casa Branca confirma a tendência de que os Estados Unidos se estão cada vez mais a afastar da Europa.
E deixa um aviso, diz Mafalda Pratas, que os danos causados pela administração Trump com os aliados europeus podem mesmo ser irreparáveis.
É muito mais fácil destruir do que reconstruir. Isto é, mesmo que a seguir a Donald Trump viesse uma administração democrata ou uma administração republicana com outra abordagem em relação à política externa, a questão é que a confiança mútua demora muitos anos a construir. E, portanto, o que acaba por acontecer é que o passado sinaliza. Ora, esta informação de que os Estados Unidos estão cada vez mais a afastar-se da Europa e estamos numa espiral em que cada um responde ao que o outro faz com mais um passo nessa espiral em torno à destruição final, digamos assim, da Aliança Atlântica, parece-me que vai ser muito difícil de reconstruir.
A análise da investigadora doutorada em Ciência Política pela Universidade de Harvard na edição de há instantes de “E o Vencedor É?”, esta manhã, nas manhãs 360 de fim de semana.
E continuamos a falar da guerra no Médio Oriente. O Irão não acredita no anúncio de Donald Trump e avisa que a guerra com os Estados Unidos provavelmente vai ser retomada.
Posição do Estado-Maior das Forças Armadas. Em comunicado, o exército iraniano diz que as evidências mostram que os Estados Unidos não estão comprometidos com qualquer tipo de acordo ou qualquer tipo de tratado. Mohammad Jafar Asadi, vice-presidente do Estado-Maior, assegura que as Forças Armadas estão totalmente preparadas para imprudências por parte dos norte-americanos. É a resposta do Irão depois de ontem Donald Trump ter informado o Congresso de que as hostilidades terminaram oficialmente. Ainda assim, o presidente dos Estados Unidos não exclui novas intervenções militares na região.
Donald Trump, que ainda esta madrugada falou abertamente sobre a possibilidade de atacar Cuba, aconteceu no discurso que fez na Flórida.
Onde o presidente norte-americano avisou que os Estados Unidos podem vir a assumir o controle do país num futuro próximo, ou seja, defende Donald Trump, assim que terminar a guerra no Médio Oriente.
Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente. Vamos terminar, primeiro, uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: “Muito obrigado, desistimos”.
As palavras de Donald Trump num discurso na Flórida, uma ameaça com alguma ironia por parte do presidente norte-americano.
Por cá, a reforma da lei laboral marcou o 1 de maio, o Dia do Trabalhador. Apesar das críticas dos sindicatos, o primeiro-ministro garante que o governo não vai abandonar as suas convicções.
E voltou a pressionar a UGT, acusando a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. As negociações são retomadas para a semana em sede de concertação social no dia 7 de maio. Ontem, bem longe das manifestações do Dia do Trabalhador, Luís Montenegro visitou uma feira agrícola em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, e acusou a UGT de teimosia.
O governo há uma coisa que não faz, é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia. São convicções. A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: “Nós não queremos ceder”. Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não tem. Porque, francamente, isso não é justo e não é real.
Uma acusação que, diz Luís Montenegro, não pode ser virada contra o governo. Não é esse o entendimento da UGT. A Central Sindical responsabiliza o governo se não houver um acordo para alterar a lei do trabalho. Isto depois de ontem a CGTP ter anunciado uma greve geral marcada para o dia 3 de junho. O objetivo é só um: derrotar o pacote laboral. Tiago Oliveira, o líder da Central Sindical, apelou também à mobilização de outras forças sindicais.
Este é o tema do Explicador desta manhã. Juntam-se a nós, a seguir, Tiago Oliveira, da CGTP, e Armindo Monteiro, da CIP. AntesE são 11:06. Antes há outras notícias em destaque a esta hora, Zé.
Será dia de festa na Invicta? É a dúvida na cabeça de muitos adeptos portistas e também amantes de futebol. O Futebol Clube do Porto precisa apenas de vencer o Alverca para se sagrar campeão nacional. O jogo está marcado para às 20h30 no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto procura o título número 31 da história e voltar a ser campeão, algo que não acontece desde 2022. Mas Francesco Farioli garante que a equipa está focada apenas no que vai acontecer dentro das quatro linhas frente ao Alverca e não em eventuais comemorações. O governo britânico sugere a possibilidade de proibir manifestações pró-Palestina. Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que essa proibição pode justificar-se em determinados casos, nomeadamente quando são entoados slogans a apelar à intifada. Esta tomada de posição surge na sequência de um ataque antissemita com uma faca na quarta-feira, que deixou dois feridos em Londres. O Papa nomeou um antigo imigrante ilegal para assumir a liderança de uma diocese nos Estados Unidos da América. A decisão de Leão XIV acontece numa altura em que o líder da Igreja Católica tem criticado a guerra contra o Irão e as políticas de imigração de Donald Trump. O comunicado oficial do Vaticano confirma que Evelio Mejía Ayala vai assumir o comando de uma diocese. Acontece na Virgínia Ocidental. Este bispo é natural de El Salvador, fugiu da pobreza e da guerra civil durante a década de 80. Para fechar este jornal das 11h, João, tenho uma questão para ti: o que achas de atores e guiões criados por inteligência artificial?
Sou um bocadinho cético. Aliás, tu também deves ser. Tu fazes um podcast sobre inteligência artificial.
A minha posição em tudo, no fundo, acaba por ser quase sempre cética.
Exato.
E tenho uma novidade para ti, também para quem nos está a escutar. Quem é a favor destes guiões e atores criados por inteligência artificial pode tirar a hipótese desses mesmos atores ganharem um Oscar, porque a Academia de Arte e Ciências de Hollywood anunciou que atores e guiões que sejam gerados por inteligência artificial não vão ser elegíveis para os Oscars.
Faz todo o sentido. Aliás, tem a ver, se calhar, com aquela aparição recente, o “ressuscitar” de Val Kilmer.
O ressuscitar rejuvenescido de Val Kilmer, que já morreu, o ator norte-americano, mas que volta para um filme que está a ser preparado. Esse filme conta com o uso de inteligência artificial e esta decisão por parte da Academia de Arte e Ciências pode estar relacionada com isso, porque a decisão surge poucos dias depois do ator ter surgido no trailer desse mesmo filme, cerca de um ano depois de ter morrido. Este é um tema sensível, até porque se recuarmos até 2023, se nos lembrarmos de greves que paralisaram os estúdios norte-americanos, na altura, atores e argumentistas afirmaram que sem regulação, a IA ameaçava a existência das profissões, a profissão de argumentista e também a profissão de ator. E esse mesmo protesto, essa greve, gerou mais regulamentação deste mundo da IA no que toca também a artes e cinema.
Temos já esta posição. Não ficam elegíveis para os Oscar e este, aliás, continua a ser um tema muito sensível em Hollywood.
