Após incêndio e falhas em linhas privatizadas, ferroviários decretam greve pela reestatização em SP

Após incêndio e falhas em linhas privatizadas, ferroviários decretam greve pela reestatização em SP


Os ferroviários decidiram nesta segunda-feura (3) paralisar as atividades das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do sistema ferroviário de São Paulo. A greve, aprovada em assembleia do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB), começa a partir da meia-noite de terça (4).

A decisão foi tomada após uma reunião das lideranças da categoria com representantes do governo estadual, que acabou sem acordo.

Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve. Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025, que prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.

As linhas sobre trilhos privatizadas em São Paulo passam por um histórico de falhas. Nas linhas em que ocorrem as paralisações, foram registrados vários casos, apenas dois dias após a Trivia Trens assumir a operação exclusiva das linhas, em 21 de julho.

No dia 23 de julho, um curto-circuito provocou um incêndio em um trem na Linha 12-Safira, gerando explosões, pânico entre passageiros que caminharam pelos trilhos e a interrupção completa do serviço.

Diante da gravidade da pane, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a estatal CPTM retome emergencialmente a operação das três linhas pelo período mínimo de 90 dias. No entanto, os ferroviários convocados de última hora para corrigir as falhas operacionais apontam a falta de garantias de estabilidade profissional.





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