Amigo diz que Preta Gil não pensava em documentário póstumo
A poucos dias da exibição do documentário Preta – Eu Não Ando Só, um dos amigos mais próximos de Preta Gil revelou que a cantora não imaginava que a produção seria lançada após sua morte.
O longa, que será exibido na próxima segunda-feira (20/7), na Globo, reúne registros feitos pela própria artista ao longo do tratamento contra o câncer colorretal, descoberto em janeiro de 2023.
Apenas queria registrar
Em entrevista ao Notícias da TV, Duh Marinho contou que a intenção de Preta era apenas registrar momentos vividos durante o tratamento, sem discutir quando o material seria exibido ou de que forma chegaria ao público.
“Acho que, na cabeça dela, não seria tão real assim, que seria pós-morte. Acho que ela queria documentar algumas situações. Foi muito rápido. Ela não falava sobre como seria ou quando iria estrear, ela apenas queria documentar”, afirmou.
Além do documentário exibido na TV Globo, a trajetória da cantora também será retratada na série documental Meu Nome é Preta, que estreia no mesmo dia no Globoplay.
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do Metrópoles
Marinho, que participa dos dois projetos, garantiu que continuará apoiando iniciativas que mantenham viva a memória da artista.
“Estou muito feliz com esses dois projetos. Qualquer outro projeto que seja para homenagear a Preta, eu vou sempre estar junto porque é uma história que eu nunca quero deixar de contar”, declarou.
Amizade incondicional
Segundo o amigo da cantora, o público não encontrará revelações inéditas sobre a luta contra a doença, já que Preta sempre compartilhou de forma aberta cada etapa do tratamento. Ainda assim, ele destaca que as produções mostram os acontecimentos de uma perspectiva mais próxima.
“Não tinha muito segredo, não. A galera vai descobrir os detalhes de perto”, comentou.
As produções também destacam a rede de apoio que acompanhou a artista nos momentos mais delicados do tratamento. Duh Marinho, Malu Barbosa, Gominho e Jude Paulla estão entre os amigos que permaneceram ao lado de Preta durante os últimos dois anos.
Marinho contou que ficou surpreso com a repercussão da dedicação do grupo, já que, para eles, cuidar da cantora sempre foi algo natural.
“De tanto ouvir as pessoas falarem que foi chocante o que a gente fez, a gente começa a olhar por outro ponto de vista, que se doar tanto por um amigo não é uma coisa comum. Mas foi muito normal para a gente, nem pensamos nisso.”
Boas lembranças
O cantor também afirmou que prefere preservar as lembranças da força demonstrada por Preta durante a doença, em vez de reviver os momentos de sofrimento.
“Eu não gosto de ficar falando desse sofrimento. O sofrimento teve e todo mundo acompanhou. Prefiro falar da vontade dela de viver, da forma como ela encarou isso, como nós, amigos, ficamos do lado dela nesse momento”, justificou.
Por fim, Duh confessou que ainda enfrenta dificuldades para lidar com a ausência da amiga e relembrou uma recente viagem a Atins, no Maranhão, destino que Preta também visitou durante o tratamento.
“Eu estava lá me divertindo, feliz, curtindo, mas o tempo todo eu estava pensando que eu queria tanto ter vivido isso aqui com a minha amiga, queria tanto que ela estivesse aqui vivendo aqui comigo agora”, lamentou.







