Rússia e Ucrânia iniciam terceira rodada de negociações para acordo sobre fim da guerra nesta terça (17), em Genebra

Rússia e Ucrânia iniciam terceira rodada de negociações para acordo sobre fim da guerra nesta terça (17), em Genebra


Representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos se reúnem nesta terça-feira (17) e quarta-feira (18), em Genebra, na Suíça, para a terceira rodada de negociações que buscam uma solução pacífica para o conflito no território ucraniano.

A exemplo dos encontros anteriores, realizados em Abu Dhabi, as conversas não contam com representações europeias.

A delegação de Moscou é liderada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky. Segundo a Tass, agência estatal russa, as reuniões desta semana devem discutir ao menos cinco temas: questões territoriais, militares e políticas, além de assuntos econômicos e aspectos de segurança.

Em entrevista à imprensa nesta terça, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou que não estão previstas divulgações sobre os trabalhos iniciais.

“Não creio que devamos esperar qualquer notícia hoje, pois, como sabem, o trabalho está programado para continuar amanhã. Não temos planos de fazer quaisquer declarações ou comentários”, disse Peskov.

Kiev será representada pelo chefe do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, além de outros integrantes da delegação.

Já a representação dos Estados Unidos inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner.

Nesta segunda-feira, Trump afirmou que espera que a Ucrânia chegue rapidamente a um acordo com a Rússia.

“É melhor que a Ucrânia se sente à mesa rapidamente”, disse o presidente a jornalistas a bordo do Air Force One, durante voo rumo a Washington.

Questão territorial é impasse

O presidente russo, Vladimir Putin, tem reiterado que Moscou está disposta a buscar uma solução diplomática para a crise. Segundo ele, a segurança de longo prazo da Rússia deve ser garantida e, para isso, é necessário eliminar as causas do conflito, incluindo a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), vista por Moscou como ameaça.

A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas da região de Donbass e das províncias de Zaporizhzhya e Kherson — incorporadas à Rússia após consultas populares realizadas em 2022 — e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação Russa. Além disso, Moscou exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.



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