Virgílio Bento é o empreendedor do ano 2025

Virgílio Bento é o empreendedor do ano 2025



“Empreendedorismo é em si mesmo um serviço ao futuro”, resumiu o presidente do júri do EY Entrepreneur of the Year 2025, Carlos Moreira da Silva, pouco antes do nome do grande vencedor da 10ª edição do galardão ser anunciado no terminal dos cruzeiros do Porto de Leixões. E foi a celebração do espírito empresarial de risco que marcou a gala de atribuição do prémio, com o ministro Adjunto e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida a afirmar que “Portugal precisa de reconhecer quem arrisca perder”.

Nas palavras de Miguel Farinha, country managing partner da EY em Portugal, é a hora de celebrar “aqueles que tomaram o risco, que foram diferentes, que ajudaram a criar valor”. Como foi o caso de Vítor Abreu, CEO da Endutex, vencedor na categoria de inovação, e do CEO da Sugal, João Ortigão Costa, vencedor na categoria internacional. Com destaque para o principal galardoado da noite, o CEO e fundador da Sword Health, Virgílio Bento, cuja entrevista pode recordar já a seguir.

Perfil

Inspirado pela dificuldade de acesso do irmão a fisioterapia de qualidade após um grave acidente de viação, Virgílio Bento desenvolveu durante o doutoramento em engenharia eletrotécnica pela Universidade de Aveiro a tecnologia que viria estar na origem da Sword Health em 2013. O objetivo? Utilizar a inteligência artificial para facilitar o acesso a cuidados de saúde dignos. Desde ent​ão, a empresa foi de força em força até atingir o estatuto de unicórnio [empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares] em 2021, sendo a empresa portuguesa mais rápida de sempre a atingir este estatuto, estando atualmente avaliada em mais de $4 mil milhões (aproximadamente €3,43 mil milhões). Com mais de 30 patentes registados e autoria de mais de 40 artigos científicos, Virgílio Bento não dá mostras de querer parar.

Porque é que escolheu dedicar-se a esta ideia ambiciosa?

Porque a vida é demasiado curta para perder o talento que nos é dado, em causas que não tocam a humanidade

Houve alguma dificuldade que o tenha marcado?

O maior desafio foi lutar contra uma cultura de aversão ao risco e aversão por quem pensa de forma audaciosa que pode mudar o mundo.

O que significa estar dentro deste lote de finalistas?

É sobretudo um reconhecimento para a equipa da Sword Health e todo o sucesso que alcançaram com o seu talento.

Considera que em Portugal se apoia da melhor forma o empreendedorismo?

Neste momento, sim.

Para onde aponta o seu olhar no futuro?

Ir colecionando soluções para problemas. Quanto maiores os problemas, maior a satisfação de ter o privilégio de os poder resolver.

A vida em três atos

Filme favorito?

V for Vendetta.

Comida/prato favorito?

Arroz doce da minha mãe no Natal.

Desafio aos empreendedores portugueses?

Pensem no mundo como o destino e inspirem-se nos grandes descobridores portugueses. Que sem meios e só com o seu talento e coragem, conquistaram o mundo.

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