Acusado de abuso de vulnerável, vice de Flávio Bolsonaro oferece DNA à PGR
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- O deputado Alfredo Gaspar (PL‑AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro, ofereceu seu DNA à PGR nesta quinta‑feira (6) para exame.
- Ele responde a acusação de estupro de vulnerável e pede que a comparação genética determine o arquivamento do caso, se não houver vínculo.
- A defesa afirma que amostras foram coletadas há cerca de cinco meses sob supervisão judicial, pericial e da PF, permanecendo sob guarda oficial.
- O laudo de 23 de abril da Polícia Científica de Alagoas já identificou um perfil genético completo, apto ao confronto.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), procurou a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (6), e ofereceu seu material genético para exame de DNA. A tentativa é desmentir a acusação de estupro de vulnerável.
A defesa de Gaspar, por meio de requerimento assinado por advogados da campanha, pede que a PGR realize a comparação genética e promova o arquivamento do caso, se o vínculo não for comprovado, argumentando que a prova científica é o único elemento objetivamente verificável para refutar as alegações.
No requerimento, os advogados afirmam que basta à Procuradoria marcar “dia, hora e local” para a coleta e pedem que o confronto seja realizado “o mais rápido possível”.
Gaspar afirma que amostras de seu material genético já foram coletadas há cerca de cinco meses no âmbito de uma ação de produção antecipada de provas proposta por ele próprio, sob supervisão do Judiciário, de perito oficial, da Polícia Federal e do Ministério Público, e permanecem sob guarda de órgãos oficiais.
A defesa autoriza o compartilhamento desse material com a PGR e se dispõe a nova coleta imediata, se necessário.
O laudo do exame realizado em 23 de abril na Polícia Científica de Alagoas, obtido com exclusividade pela coluna Manoela Alcântara, identificou um “perfil genético único e completo” a partir da análise de 23 loci, tecnicamente robusto para fins de confronto.
“Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica”, disse Gaspar a jornalistas, nesta quinta (6).
Acusação de estupro de vulnerável
O caso veio à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar era relator. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) acionaram a Polícia Federal para pedir a apuração do caso, afirmando ter tido acesso a “fatos graves”.
Na representação, os parlamentares disseram ter recebido documentos que relatavam o suposto estupro de uma menina de 13 anos à época, que teria engravidado e tido um filho há oito anos.
A Polícia Federal pediu ao STF, em abril, autorização para a abertura formal da investigação. O ministro Gilmar Mendes encaminhou o caso para manifestação da PGR. Antes de definir sua posição, a Procuradoria pediu diligências, entre elas uma providência direcionada à senadora Soraya para que apresentasse mais elementos sobre a acusação.
A defesa de Gaspar afirma que a PGR optou pela abertura de um procedimento preliminar de investigação, em vez de endossar o pedido formal de inquérito da PF.
Estratégia da defesa e próximos passos
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, coordenadora-geral jurídica da campanha de Flávio e Gaspar, sustenta no pedido à PGR que “o vínculo genético é o único elemento objetivamente verificável”.
Maria Cláudia Bucchianeri planeja pedir audiências com o ministro Gilmar Mendes, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar do tema e buscar o arquivamento.
A campanha de Flávio Bolsonaro também levará o caso ao STF: um requerimento semelhante será apresentado a Gilmar Mendes, relator do pedido de investigação da PF, pedindo que ele fixe um prazo de 72 horas para a realização do exame.
