Zema escolhe vice indicando que STF deve ser alvo na campanha
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- Romeu Zema, ex‑governador de Minas Gerais (Novo), confirmou na terça‑feira (4) a candidatura à Presidência com chapa “puro‑sangue”.
- O vice escolhido foi o senador Eduardo Girão (Novo‑CE), considerado a melhor opção após deliberações internas com o presidente do partido, Eduardo Ribeiro.
- Antes, Zema cogitou o ex‑ministro do STF Joaquim Barbosa, que manifestou interesse em entrevista no Rio Grande do Sul em 25 de julho.
- Sem alianças com Podemos ou outros nomes, o Novo optou por uma chapa interna e indicou que o STF será alvo da campanha.
A campanha do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou nesta terça-feira (4) a formação de uma chapa “puro-sangue” para a disputa à Presidência da República. O escolhido para a vaga de vice é o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
“Após tratativas internas, Zema e o presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, concluíram que Girão é a melhor opção para caminhar em busca de um Brasil melhor”, aponta um trecho de nota oficial divulgada pela legenda.
O anúncio vem depois de Zema ter tentado outros nomes, como o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Ele havia declarado interesse no ex-magistrado durante entrevista a jornalistas no Rio Grande do Sul, em 25 de julho.
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero, sim, ter um encontro com ele. É um mineiro do norte de Minas que fez um belíssimo e reconhecido trabalho combatendo a corrupção. E nós temos aí diversas conversas. É uma pessoa que eu admiro muito e que o partido tem cogitado [para a vice]”, afirmou Zema.
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O Novo ainda conversou com o Podemos e a presidenta da legenda, Renata Abreu, outro nome cogitado para vice. Contudo, sem conseguir atrair aliados, o partido precisou recorrer a uma chapa pura, com o senador Eduardo Girão superando o candidato à Presidência derrotado em 2022, Felipe D’Ávila, também especulado como possível vice.
Zema-Girão: o alvo é o Supremo
Nos bastidores, segundo o PlatôBR, Zema justifica a escolha de Girão por considerá-lo um político que “jamais se curvou” ao Supremo Tribunal Federal (STF), representando o que seria o principal mote da sua campanha, o enfrentamento aos “intocáveis e poderosos de Brasília”.
O ex-governador mineiro tem aumentado os ataques contra a Corte nos últimos meses, tentando cativar parte do eleitorado bolsonarista. Chegou a chamar o tribunal de “balcão de negócios” e afirmou que a Corte estaria “podre”, defendendo ainda mudanças como a introdução de mandatos fixos, idade mínima de 60 anos para ministros e restrições a negócios jurídicos de parentes.
Girão também é crítico contumaz da Corte e já protocolou e apoiou pedidos de impeachment contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Fuga de uma derrota no Ceará
Para Eduardo Girão, a aliança nacional serve também como uma espécie de rota de fuga estratégica. O senador havia lançado sua pré-candidatura ao governo do Ceará, mas o cenário local não era animador.
Mesmo com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho mostrou que quase metade dos bolsonaristas (47%) afirma não conhecer o parlamentar, eleito senador em 2018, na segunda colocação, com 17,09% dos votos válidos e uma vantagem de apenas 13 mil votos sobre o terceiro colocado, Eunício de Oliveira.
Mesmo entre os que o conhecem, o potencial de voto é limitado, com 25% dos seguidores do ex-presidente dizendo que votariam nele, enquanto 28% atestam que o conhecem e não votariam de jeito nenhum.
