Washington podem proibir importações de tecnologia chinesa – Observador

Washington podem proibir importações de tecnologia chinesa – Observador


A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos está a elaborar uma proposta para proibir importações de novos transcetores óticos chineses para data centers. A informação é avançada por quatro fontes próximas do assunto à Reuters, sendo que as autoridades esperam divulgar a medida ainda este ano.

A medida “visa impedir que empresas chinesas roubem dados, instalem malware ou interrompam o serviço em centros de dados dos Estados Unidos, que abrigam os chips usados para treinar e executar modelos de IA [Inteligência Artificial]”, refere a agência de notícias.

O que é um transcetor ótico?


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De acordo com a empresa Cisco Systems, um transcetor ótico é um mecanismo que “converte sinais elétricos em sinais óticos no lado de transmissão” e vice-versa.

As fontes citadas afirmam que a medida pode ser modificada ou arquivada, mas que este é “o exemplo mais recente” do executivo norte-americano em limitar a importação de tecnologia chinesa para setores de ponta.

“Os transcetores definitivamente representam um risco”, afirmou à agência de notícias Divyansh Kaushik, especialista em políticas de Inteligência Artificial da consultora norte-americana Beacon Global Strategies. “À medida que a expansão dos data centers aumenta, é fundamental garantir que a cadeia de abastecimento dos data centers seja segura desde o início“, acrescentou.

A embaixada chinesa em Washington comentou a notícia, tendo pedido aos Estados Unidos para “pararem de difamar empresas chinesas e ameaçá-las com sanções” e afirmado que o país tomará “todas as medidas necessárias em resposta a qualquer ação que cause danos materiais aos interesses [da China]”.

Anteriormente, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos tinha imposto restrições semelhantes a outros produtos chineses, como drones, robôs e inversores. No entanto, esta medida poderia afetar, segundo a Reuters, a empresa Zhongji Innolight, uma das maiores vendedoras de transcetores a nível mundial, além de poder aumentar os custos para as empresas norte-americanas de computação em nuvem.

[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS.  Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]





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