Compra nas Filipinas pode diminuir apetite da Huaxin pela CSN Cimentos

A compra das operações da Holcim nas Filipinas pode diminuir o apetite da chinesa Huaxin pela CSN Cimentos. O negócio foi anunciado a poucos dias do prazo de 7 de agosto para a entrega das propostas vinculantes pelo ativo brasileiro.
A Huaxin pagará inicialmente US$ 527 milhões por 67,6% da Holcim Philippines. A participação restante será adquirida entre três e cinco anos depois por pelo menos US$ 280 milhões, levando o compromisso total a US$ 807 milhões — cerca de R$ 4,1 bilhões.
Antes da operação filipina, a Huaxin avaliava oferecer aproximadamente R$ 12 bilhões pela CSN Cimentos. Somados, os dois negócios poderiam representar compromissos próximos de R$ 16 bilhões. O valor supera os cerca de R$ 11,3 bilhões, reservados pela chinesa para investimentos e aquisições em 2026.
Isso não significa que a Huaxin tenha deixado a disputa. A primeira etapa da aquisição nas Filipinas deve ser concluída somente no primeiro semestre de 2027 e poderá ser financiada com recursos próprios, empréstimos bancários e emissão de títulos. O novo compromisso, porém, pode reduzir o cheque pelo ativo brasileiro, aumentar a dependência de financiamento ou incentivar a entrada de um sócio na proposta.
Além da Huaxin, são esperadas ofertas da Votorantim Cimentos e da também chinesa Sinoma. A existência de outros interessados aumenta a importância de saber se a compra filipina alterou o preço que a Huaxin está disposta a pagar no Brasil.
