Marcola diz que depósitos em sua conta foram empréstimos já pagos a Roberta Luchsinger
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- Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex‑chefe de gabinete de Lula, reconheceu ter recebido empréstimo já quitado de Roberta Luchsinger e afirmou que não houve ilegalidade.
- O empréstimo foi divulgado pelo portal Poder 360 e usado politicamente por Flávio Bolsonaro, que compartilhou a matéria em sua conta no X.
- Luchsinger pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar suposto vazamento de conversas protegidas por sigilo judicial da Operação Sem Desconto à campanha de Bolsonaro.
- Advogados da empresária solicitam quebra de sigilo e apreensão de equipamentos de agentes da Polícia Federal, inclusive ligados ao gabinete do ministro André Mendonça.
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, reconheceu ter recebido recursos da empresária Roberta Luchsinger, mas negou qualquer irregularidade.
“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, disse ele, que saiu do cargo para trabalhar na campanha da reeleição do presidente, à Fórum.
O empréstimo foi revelado pelo portal Poder 360 e já foi usado politicamente pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que postou um print da matéria em seu perfil no X.
Uso político
Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Roberta Luchsinger pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar um suposto vazamento de conversas entre os dois para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Encaminhado à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), o pedido tem como base “uma reportagem do jornal O Globo, segundo a qual a campanha de Flávio Bolsonaro teve acesso às conversas, protegidas por sigilo judicial dentro da Operação Sem Desconto, que apura fraudes do INSS”, conforme informações do jornalista Octávio Guedes.
Os advogados Bruno Salles e Marco Antonio Chies Martins, que fazem a defesa da empresária, pedem a quebra de sigilo e a apreensão de computadores, celulares ou qualquer equipamento dos agentes da PF, incluindo delegados cedidos ao gabinete do ministro André Mendonça, relator dos casos envolvendo Lulinha no STF.
