Pelo menos 19 cidades realizam atos neste domingo pela criminalização da misoginia
Mulheres ocuparam as ruas de pelo menos 19 cidades brasileiras, neste domingo (2), para pressionar a Câmara dos Deputados em relação à votação do Projeto de Lei (PL) 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo.
Os atos, convocados pelo Levante Mulheres Vivas ocorreram em diferentes formatos em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Boa Vista, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte, entre outras capitais e cidades do interior. A iniciativa é para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto ainda em agosto, tendo em vista que o regime de urgência foi aprovado em julho.
Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Uma das parlamentares que esteve na mobilização foi a deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (Psol). “Estamos lutando para tornar a misoginia crime inafiançável. Nós temos que fazer com que esse PL venha para a pauta logo que os parlamentares voltarem do recesso. E nós só vamos conseguir isso com mulheres nas ruas pressionando o Congresso Nacional”, afirmou.
Quem também esteve no ato foi a relatora do projeto, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que ressaltou a unidade do campo progressista em torno da pauta. “Essa luta é maior do que nossas diferenças. A gente cansou de não saber se vai voltar bem, se vai voltar viva. A nossa luta é pela vida, pela sobrevivência”, ressaltou.
Em Salvador, o ato teve um caráter simbólico no Farol da Barra, ponto turístico da capital baiana.

No Rio, a mobilização ocorreu com uma caminhada pelas ruas de Copacabana, com concentração no posto 2.

No Distrito Federal, o ato foi realizado durante a manhã no Eixão e contou com a presença de militantes do movimento feminista e também de pré-candidatas aos Congresso Nacional.

O Congresso Nacional retoma formalmente suas atividades no dia 10 de agosto de 2026, após adiar o retorno que estava previsto para o início do mês devido às articulações para as eleições.
